Testamos o Mercedes-Benz C 63 AMG 2009

A primeira boa impressão vem logo ao sentar dentro do carro e sentir o confortável abraço de seus bancos semi – concha, que torna seu interior semelhante ao de um verdadeiro cock-pit de carro de corrida. Continua ao passar os olhos pelo seu painel e se encantar com a velocidade final de 320 km/h, confirmando a impressão anterior.

Ao fechar a porta e colocar os cintos, preparei a câmera para o que seria uma filmagem on-board (dentro do veículo, filmando a aceleração) e falei para o nosso parceiro, da Bello’s Car, que poderia seguir em frente. Ele acelerou e os 450hp me deixaram, de primeiro momento, assustado!

Filmando o painel, com a tampa da lente voando para trás, senti com o ronco do V8 que a filmagem a mãos livres, sem a ajuda de um suporte especial para esse tipo de situação, seria impossibilitada por causa da potência e das puxadas do veículo. Já com a câmera desligada, seguimos para o lugar onde faríamos as fotos.

 Entre tantas aceleradas pude sentir a força do que, em meu conhecimento automobilístico, juntamente com uma Ferrari 360 Modena, foi o carro de torque e potência mais absurda e linear em que já andei, ainda como passageiro.

Chegamos ao lugar escolhido para as fotografias; nenhum outro poderia ser melhor do que o Heliponto do Parque Barigui, em Curitiba – PR. Um verdadeiro ponto de decolagem para uma verdadeira máquina, mas, essa, do asfalto, porém, com a mesma cavalaria de um helicóptero Russo Kamov Ka-266, honrando o famoso ponto de decolagem curitibano.

Com o veículo parado e sem estar com as costas coladas no banco, conseguindo prestar a atenção unicamente no velocímetro. Foi fácil apreciar as linhas que o carro alemão tem a oferecer. Mesmo com traços agressivos, a Mercedes C63 AMG consegue passar uma sutileza única em suas linhas.

Fim das fotos, partimos para as impressões na qual eu, um mero mortal, dono de um Ford Fiesta 1.4 16v, assumi o volante daquilo que para mim aconteceria apenas em um sonho. Dei a partida! O ronco característico do V8 com duas saídas duplas se mostrou vivo e, não apenas pedindo, mas implorando por aceleradas, para que ele pudesse exibir seu grave ronco.

O câmbio automático é confuso de primeiro momento, pois é necessário afastá-lo para a direita antes de colocar no D (drive), mas logo consegui. Soltei o freio e, como de costume em carros automáticos, ele andou sozinho até certa pequena velocidade. Acelerei levemente e logo freei, para aprender os níveis do freio e acelerador, vendo até aonde eu poderia chegar.

Viramos à esquerda e toquei até a metade do acelerador. O carro trocou de primeira para segunda marcha e literalmente comeu o asfalto, mas ainda de forma sutil. Com o câmbio no D e um toque nesse nível para a direita, habilitamos o que é chamado de Speedshift, um câmbio seqüencial de sete marchas.

O carro muda seu comportamento, possibilitando passagem de marchas até seu corte de giro, 7000RPM. Agora, com ainda mais cuidado, faço o contorno e alinho o carro, reduzindo para primeira marcha e acelerando, até trocar para segunda, ainda acelerando e logo reduzindo até parar, por completo.

O torque de 62,1kgfm despejado na aceleração é o suficiente para o banco concha te abraçar ainda mais e o ronco do V8 implorar pelo pé no fundo. Mas, vamos manter a calma.

Não possuímos uma Autobahn (estrada alemã que não possui limite de velocidade), as quais eternizaram a sigla AMG, (preparadora oficial dos carros da Mercedes, a sigla vem do sobrenome dos dois sócios e da cidade natal de um deles) para andar até o limite de sua velocidade, 250km/h (o painel marca 320km/h), realizados em testes em local seguro pela própria montadora.

Mas um carro não é só feito de torque e potência! A surpresa veio com freios, que a sensação de quatro âncoras jogadas para trás, possibilitando uma frenagem suave e rápida, com uma suspensão suave, mas completamente estável, mostrando ainda mais do que um super carro precisa para realmente ser chamado de super.

É um carro maravilhoso de pilotar, o conforto é realmente digno de uma Mercedes,  com seus opcionais (banco de couro, ajuste em altura do volante, ar condicionado e central multimídia), espaço de sobra para quem passeia no banco de trás e um porta-malas grande. É um carro que podemos chamar de um verdadeiro conjunto, pois é uma obra prima sobre rodas em que se alia a verdadeira potência bruta de um motor V8 com o conforto de um sedã espaçoso.


O Mercedes C 63 AMG usado nesta matéria, está a venda na Bellos Car (Av. Gal. Mário Tourinho 978, em Curitiba-PR) e anunciado no SóCarrão em http://migre.me/7E4Jd , assim como outros carros da loja, em http://migre.me/7E4Lc .