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Como funciona o câmbio CVT ?

O câmbio CVT apareceu na década de 1960, mas a sua importância foi alavancada em 2013, quando começou a vigorar o novo regime automotivo brasileiro, o Inovar Auto. Essa nova norma fez com que a transmissão CVT tivesse, como nunca antes, um papel muito importante para a indústria de automóveis no Brasil.

Segundo esse novo regime, aquele carro que conseguir reduzir o consumo de combustível terá desconto de até 2% no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). As novas normas entraram em vigor no ano passado.

O câmbio CVT entrou nessa jogada, pois é uma transmissão que tem um consumo de combustível menor em 10% em comparação com o câmbio manual e 8% frente a transmissão automática tradicional.

A transmissão CVT (Continuously Variable Transmission ou Transmissão Continuamente Variável) é diferente do câmbio automático tradicional, uma vez que a tecnologia em questão não conta com engrenagens e permite que se tenha relações continuamente variáveis de marcha.

Os automóveis que contam com o câmbio CVT transmitem uma sensação de que o veículo não troca de marchas, devido a sua aceleração contínua. Tecnicamente falando, a transmissão CVT conta com duas polias com o seu diâmetro variável. Elas são unidas através de uma correia de metal com forte resistência.

No mercado brasileiro temos o Nissan Sentra, Jeep Compass, Honda Fit, o Renault Fluence, entre outros, são modelos vendidos e contam com o câmbio CVT. Especialistas apontam que essa transmissão é ideal para carros que contam com uma motorização até 2.5 L. Como esse tipo de câmbio oferece uma boa economia de combustível, a fabricação de modelos com essa transmissão deve ficar cada vez mais comum, fazendo com que o custo de sua tecnologia caia.

São três os tipos de CVT

VDP (Variable Diameter Pulley ou Polias de Diâmetro Variável)

Esse é o mais comum de se encontrar. Ele conta com duas polias, sendo uma que é a de entrada “condutora” variável e a segunda polia que é a de saída “conduzida”, também essa sendo variável. As polias são ligadas através de uma correia metálica ou borracha para uma alta potência.

T-CVT (Toroidal CVT)

Esse tipo é produzido com discos e roletes. O trabalho aqui é feito através do movimento dos discos para cima ou para baixo. O objetivo destes discos é possibilitar a variação da velocidade do veículo em questão.

CVT Cone ou CVT de Fricção

São dois cones que são ligados através de uma correia. Aqui o trabalho deste tipo de CVT acontece com as duas polias rotativas que entram em contato em pontos de distância variável entre seus eixos de rotação. Com isso, a fricção entre as duas polias rotativas possibilita que aconteça uma transferência de potência de uma polia até a outra.

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