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Novo, Seminovo ou Usado: Qual é melhor?

Saiba qual é mais vantajoso e retire suas dúvidas na hora de comprar ou vender.

 

Em tempos de crise é muito comum pôr na balança quais as prioridades e o que dá para comprar no momento, independente do bem que se pretende adquirir, inclusive um veículo. Mas qual será que compensa mais: um carro zero quilômetro ou um que já rodou por aí?

Antes de tudo é bem importante saber diferenciar quem é quem, principalmente no caso dos que já tiveram circulação nas ruas, mesmo que pouca. Carro novo todo mundo sabe qual é, principalmente pelo cheirinho bom que tem quando sai da concessionária – é zero km e nunca foi usado -. Mas como saber a diferença entre um seminovo e um usado?

Carros zero podem não ser uma boa saída para quem pretende economizar. Crédito da Foto: Laços Gigantes.
Carros zero podem não ser uma boa saída para quem pretende economizar. Crédito da Foto: Laços Gigantes.

Essa definição não é tão simples quanto parece ser. Para se ter ideia, há uma avaliação que todo revendedor deve fazer antes de pôr o veículo a venda. O Presidente da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (FENAUTO) Ilídio dos Santos explica que muitos aspectos são levados em conta antes mesmo de fazer ofertas ao consumidor.

“Para merecer o nome de “seminovo”, dentre diversas características, deve se analisar basicamente o ano de fabricação (de zero a três anos, nos casos de veículos com garantias de fábrica mais extensas), quantos proprietários o veículo possuiu (ideal que seja de único dono), com baixa quilometragem e a integridade da estrutura, onde devem ser observados reparos, principalmente quanto à lanternagem e pintura”, explica.

Santos ainda argumenta que reparos superficiais como a pintura dos para-choques e retrovisores, por exemplo, são aceitáveis. Já nos casos em que houve consertos maiores como nas portas, para lamas e chassi não tem choro: será dado como veículo usado.

Outros pontos que devem ser levados em conta são se o automóvel em questão vem como a nota fiscal de compra, manual do proprietário, chave-reserva e também o livreto de revisões com o histórico de manutenção, conforme exigência do fabricante.

E a tabela FIPE, como funciona?

Você certamente já ouviu falar na tabela FIPE e até mesmo já deve ter consultado algum dia. Mas como será que são calculados os valores que estão lá? Ilídio Santos explica que os valores que constam lá são baseados em vários aspectos, inclusive na procura existente por cada modelo. Os preços praticados influenciam e muito os dados da tabela e o que vai para lá é a média.

Tabela Fipe. Crédito da Imagem: FIPE.
Tabela Fipe. Crédito da Imagem: FIPE.

“A Tabela FIPE é uma referência utilizada no mercado para as operações de compra, venda e avaliações de veículos, e mostra os preços médios praticados nas operações com veículos no mercado nacional. É claro que para cada negociação, dependendo do estado do veículo, ano de fabricação, acessórios, se é um modelo fora de linha e outros inúmeros fatores, esses preços podem variar”, argumenta.

Outro ponto que não é novidade é que certos modelos tendem a perder valor mais rápido se comparados a outros, mas isso tem explicação. Segundo o Presidente da Instituição, quem já está no mercado há mais tempo tende a ser mais valorizado justamente por ganhar melhorias. Agora se o veículo em questão for descontinuado, a tendência é que o valor caia cada vez mais pela dificuldade de encontrar peças e até mesmo na hora de fazer seguro.

Porém Santos ressalta que no caso dos seminovos o custo-benefício pode ser maior. “As vantagens de se comprar um veículo seminovo são muitas, dentre elas a baixa quilometragem, custo menor que um zero, despesas menores com IPVA, seguros, e até mesmo o usufruto da garantia original de fábrica que em alguns modelos, chega a cinco anos”, afirma.

Carros modificados perdem valor na hora de vender

“Gosto não se discute”, pelo menos é isso que muitos falam quando o assunto é personalização. Porém, se por um lado o carro fica “a cara do dono”, modificar muito o veículo pode não ser uma boa ideia para quem pretende vende-lo mais tarde. De acordo com o especialista, um veículo com muitos acessórios como adesivagem, rodas diferentes e até rebaixamento da suspensão pode ser um “tiro no pé”.

Apesar de em alguns casos serem legalizados, carros rebaixados podem demorar para ser vendidos. Crédito da Foto: Divulgação.
Apesar de em alguns casos serem legalizados, carros rebaixados podem demorar para ser vendidos. Crédito da Foto: Divulgação.

“Um veículo com muitas alterações em seu design original pode sim perder mais valor de mercado, pois nem sempre o comprador procura por um modelo com esses incrementos. Muitas vezes essas customizações descaracterizam em muito o veículo, deixando-o menos atraente para a venda”.

A hora da compra: por qual optar e quais os cuidados que se deve ter?

 O estudante Urias Lafaete Koch (23) ganhou o primeiro carro quando completou 18 anos – um Gol City 2005 usado -. Na época optou por não comprar um novo justamente pela economia, uma vez que um assim sairia bem mais caro. Pouco tempo depois Kock trocou de carro e financiou um Megane Dynamique 2.0 2007 após muita pesquisa em sites de busca e blogs.

Para ele, “um usado completo é mais viável financeiramente que um novo”. E ele já faz planos novamente. “O próximo será um novo, o cheirinho é inconfundível”, afirma. Mas quem troca de carro com frequência deve prestar atenção na hora de fechar negócio.

Santos aconselha que o ideal é buscar por lojas que tenham mais tempo no mercado e boas referências, além de pesquisar se há reclamações junto ao Procon e ao Idec, por exemplo. Outro ponto importante que se recomenda é que ao assinar o contrato de compra o correto é pedir ao revendedor o histórico do veículo para evitar eventuais dores de cabeça.

“Ao efetuar a compra o consumidor deve exigir do vendedor o histórico com a documentação para rastreamento e verificação de multas e outras pendências com o veículo. É importante saber se ele vem com o manual do proprietário, verificar se todas as revisões previstas foram realizadas, se a garantia de fábrica ainda é válida e se foram feitos reparos na lataria e em outros sistemas do veículo”, aconselha o presidente da Fenauto.

Seminovos e usados saem mais em conta se a busca for por um completo e com preços mais baixos. Crédito da Foto: Divulgação.
Seminovos e usados saem mais em conta se a busca for por um completo e com preços mais baixos. Crédito da Foto: Divulgação.

Já no caso dos carros com quilometragem zerada, a grande vantagem é que como o carro nunca foi utilizado a probabilidade de ter que gastar com oficina mecânica é quase nula, mas o investimento pode ser bem maior se comparado com um usado, por exemplo.

Agora, com relação ao tempo de uso, se a situação financeira não estiver muito boa, o ideal é partir para os seminovos e usados ao invés dos carros zero, principalmente para quem está em busca do primeiro veículo. Para Ilídio que atua neste mercado há muito tempo a saída para não se endividar é pensar bem antes de agir.

“Assistimos, há alguns anos, a grande oferta de veículos zero oferecidos em condições de financiamento que, mais tarde, se mostraram difíceis de serem cumpridas pelos compradores. Hoje, as condições de mercado mudaram e adquirir um veículo zero ficou mais difícil. O seminovo, além de reunir boas condições de manutenção, muitas vezes com baixa quilometragem e garantia de fábrica, se torna um produto extremamente atraente para caber no bolso do comprador”.

Garantia

“Se eu comprar um seminovo, perco a garantia de fábrica?”.  Depende do caso e da montadora. Ultimamente, até mesmo para atrair mais os consumidores, as fabricantes dão até seis anos de prazo para cobrir possíveis falhas no carro. Agora, se a garantia já tiver expirado não tem o que fazer a não ser fazer revisões regularmente e reparos quando necessário.

 Quem leva a melhor?

Se o objetivo é economizar, sem dúvidas escolher entre um seminovo ou usado é a melhor solução. Isso sem falar que no caso desses dois tipos de situação a chance de pagar mais barato por um veículo melhor é maior, fora a negociação que é muito mais fácil do que no caso de um zero.

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