Clássicos da Competição reuniu carros raros e a nata do automobilismo nacional

Quem foi a Interlagos no final de semana passado teve a oportunidade de participar de um festival automobilístico raro no Brasil. A primeira edição do Clássicos de Competição reuniu não apenas carros muito difíceis de serem vistos, como pilotos, preparadores, construtores e outros personagens do mundo do automobilismo nacional.

A principal atração do evento, é claro, foram os carro que fizeram a história das corridas de automóvel no Brasil. Nos boxes do autódromo mais antigo do país, havia exemplares cobrindo desde as décadas de 20 e 30 – um charutinho com mecânica de Ford modelo T – até a entrada definitiva do Brasil na Fórmula 1, representada pelo magnificamente restaurado Copersucar, que rodou na pista pilotado por seu construtor, Wilson Fittipaldi Jr.

Não faltaram duas carreteras, carros que se celebrizaram nas corridas de estrada nas décadas de 1940 a 60. Do Rio Grande do Sul, veio a Chevrolet Corvette de Catarino Andreata, primeiro piloto a vencer a Mil Milhas Brasileiras, em 1956. A última carretera a vencer a maior prova brasileira, outro Chevrolet Corvette, de Camilo Christófaro, também foi destaque.

Legendas – Duas outras lendas expostas foram os Karmann Ghia Porsches da Dacon, carros que, em sua época, foram pilotados por ninguém menos que os irmãos Fittipaldi, José Carlos Pace, Francisco Lameirão, Totó Porto e outros nomes de igual estatura. Um caso à parte foi o Fórmula Júnior com mecânica DKW Vemag, construído há apenas dois anos por Tony Bianco, uma reprodução idêntica dos cinco carros que ele originalmente fez, na década de 1960.

De Bianco, também havia um Fúria BMW, carro que foi de Jaime Silva na década de 1970. Mais lendas do nosso automobilismo: o Porsche 908 da equipe Hollywood, o preferido de Luiz Pereira Bueno, e o Maverick-Berta, do mesmo time.

Uma contribuição importante para o evento foi a presença de vários carros do acervo do Museu do Automobilismo Brasileiro, de Passo Fundo, Rio Grande do Sul. A instituição, além de vários dos carros já mencionados, emprestou o Fórmula Super Vê de Alfredo Guaraná Menezes e um Stock car de Ingo Hoffmann, da década de 1980.

Palestras de pilotos famosos, projeção de filmes sobre corridas e mais duas exposições paralelas – uma de hot rods e outra de carros antigos, fizeram parte do evento. Na pista, durante os quatro dias da mostra, rolaram competições de regularidade, desfiles de carros famosos e uma prova da Fórmula Classic.

Foi tanta coisa, e tantos carros, que não dá para mencionar todos. Quem viu, gostou. No ano que vem, se tudo der certo, haverá mais. Por enquanto, curta esse fantástico encontro nas fotos de nossa galeria.

fonte: www.noticiasautomotivas.com.br