Correia dentada: Barata para trocar, cara se quebrar…

Essa peça, de extrema importância, atua no motor do veículo, ligando o
eixo-comando de válvulas ao virabrequim do motor, sincronizando-os e
fazendo com que as válvulas de admissão e de escapamento se abram e
fechem no momento exato. Também mantém o sincronismo entre o
virabrequim (que transfere a força do motor às rodas) e o comando de
válvulas (responsável pela entrada e saída de gases no cilindro).
Composta por borracha, cordonéis de fibra de vidro e tecido de proteção
para os seus dentes, a peça, que é conhecida tecnicamente por correia
sincronizadora, começou a ser usada no início dos anos 60, durante o
lançamento de motores nos EUA.
Quando a correia se rompe, em geral por desgaste não constatado pelo
usuário, esta sincronia de trabalho entre os dois componentes é afetada.
As válvulas começam a se movimentar de forma desordenada e os
pistões permanecem trabalhando (subindo e descendo) sem critérios. A
conseqüência pode ser catastrófica, os pistões e válvulas podem se
chocar, ocasionando o empenamento das válvulas e danos ao cabeçote.
Quando a correia se rompe com o motor em movimento, o carro pára
imediatamente, como se o motorista o tivesse desligado. Isso acontece
porque os ciclos de alimentação e de escape do carro se interrompem e,
neste caso, é possível que, na subida do pistão (para expulsar os gases
da combustão) a válvula não recue no tempo certo, o que pode
acarretar o empenamento de suas hastes. Pelo mesmo motivo, também
são prováveis, danos nos pistões e demais componentes, causando um
enorme prejuízo.
A substituição da correia é relativamente barata quando comparada à
retífica de cabeçote e à troca das válvulas amassadas. O valor médio da
troca de uma correia, incluído a mão-de-obra é de R$ 150,00; já a
retífica fica, em média, R$ 3.000,00, 20 vezes mais caro. Além disso,
fazer a troca da peça antes que o problema apareça dá bem menos dor de
cabeça para o motorista.
Como a durabilidade da correia dentada varia de acordo com cada carro,
para evitar o seu o rompimento, verifique suas condições e efetue a
substituição preventiva nas quilometragens recomendadas pelo
fabricante do veículo, em geral, por volta de 50.000 km. Em uma cidade
com o trânsito de São Paulo, por exemplo, ou cidades do interior, onde
a peça está mais sujeita a presença de terra e lama, a durabilidade do
produto fica comprometida. Por isso, é importante levar o carro a uma
oficina mecânica para uma inspeção visual a cada 15 mil quilômetros
rodados para avaliação do nível de desgaste da peça (e também das
outras correias Poly V e V) porque o período estipulado pelo fabricante é
calculado de acordo com as condições ideais de uso do carro. A qualquer
sinal de desgaste das bordas, faça a substituição e aproveite para pedir
ao mecânico que analise também as polias, tensores e rolamentos
auxiliares.
Ao comprar um veículo usado, não hesite em substituir a peça, pois
você não sabe ao certo qual o histórico de manutenção desse item. Na
maioria das vezes, além da correia dentada também é necessário trocar
o seu esticador que é composto de um rolamento que pode apresentar
folgas ou mesmo travar provocando o rompimento da correia.
Mais uma coisa: uma correia funciona silenciosamente se utilizada nos
padrões sugeridos. Portanto, ruídos provenientes do motor são um sinal
claro de que algo deve ser inspecionado; e pode muito bem ser a correia
dentada. Um ótimo sinal para verificar se há necessidade de troca é
quando, ao deixar o carro em ponto morto, a correia costuma emitir um
ruído intermitente e agudo.
Ao levar o carro ao lava-rápido, não deixe lavar o motor porque a água
suja que escorre durante a lavagem pode contaminar a correia e
diminuir a sua vida útil. As correias Poly V e V, acima citadas,
promovem o acionamento e mantêm o funcionamento de diversos
acessórios do motor tais como: alternador, direção hidráulica, ar condicionado,
bomba d’água e compressor de ar. E, quando não
funcionam, interrompem a operação da bateria, do ar-condicionado ou
da direção hidráulica. Veja quantos problemas podem ser evitados com
a simples troca de uma correia. A troca das Poli V e V deve ser
realizada a cada 40.000 km ou conforme especificações do manual do
fabricante.

Alguns carros tem a sincronia do motor realizada não pela correia dentada e sim por uma corrente, similar a corrente de uma bicicleta, assim como seu funcionamento. Essa corrente fica interna no motor e é lubrificada pelo mesmo óleo que lubrifica o motor. Esse tipo de sistema de sincronia do motor é um pouco mais antigo, porém ainda usado hoje em motores como o Ford ROCAM. O uso da corrente é bastante confiável pois fica protegida, uma vez que fica interna no motor, de corpos estranhos, sujeira e interpéries. Assim a corrente tem algumas vantagens sobre a correia, principalmente em carros OFF-ROAD uma vez que ocorre o risco da lama ter acesso a correia e vir a danificá-la.

Agora que você já sabe, fique de olho e faça a correta manutenção das peças para não ficar na
mão. É aconselhável, antes pegar a estrada, confirir os itens de segurança do seu carro (luzes, faróis, nível do óleo, calibragem dos pneus, incluindo o estepe, limpador de pára-brisa e palhetas).

fonte: www.meuamigocarro.blogspot.com