Equipes querem que FIA esqueça regras de 2010

As discussões a respeito do regulamento do próximo ano continuarão nesta semana, e uma carta assinada por chefes de equipe da F-1 enviada a Max Mosley no último fim de semana pede que ele abandone suas ideias, caso contrário os times não enviarão inscrição até sexta-feira. A Williams, porém, já enviou a sua.

Embora o presidente da FIA tenha afirmado no domingo estar disposto a ser mais flexível no plano do teto orçamentário de 40 milhões de libras, as equipes exigem que a FIA mantenha no próximo ano boa parte do regulamento de 2009.

Isso seria usado como ponto de partida para a criação de novas regras de corte de custos. E as equipes querem garantias sobre a gestão da categoria e o restabelecimento de protocolos, como o uso da Comissão da F-1, para ficarem seguras de que será definido um conjunto adequado de regras.

Uma fonte do site da revista “Autosport” diz que, para a FIA concordar com tal ação, as equipes prometeram ficar na categoria não só em 2010, mas também até 2012.

Após o GP de Mônaco, Stefano Domenicali, chefe da Ferrari, confirmou a existência dessa carta. “Pedimos uma volta das regras deste ano. E veremos juntos o que poderemos fazer para o ano seguinte”, disse.

“Sabemos quanto podemos investir, o que podemos fazer. As equipes podem discutir internamente e decidir por conta própria quanto podem gastar para manter o valor da F-1 no padrão que conhecemos. Não é algo que achamos que deva envolver alguém mais.”

Já há comentários de que, para 2011, as equipes aceitariam teto de 45 milhões de euros, mas, segundo o “Autosport”, um acordo pode estar ainda longe de ser alcançado.

Uma outra sugestão é haver um “Sistema de Controle de Custos”, regulado pela Fota, não pela FIA, para ajudar os gastos a caírem.

Segundo Nick Fry, CEO da Brawn, o fato de as equipes quererem uma repetição das regras de 2009, com as mudanças já aceitas por todos, como proibição dos reabastecimentos em corridas, não é indicativo de problemas nas negociações.

“Os lados têm diferenças de visão. Uma vez que um lado põe uma visão adiante, o outro responde. E assim vai. É perfeitamente normal”, afirmou.

“Somos todos a favor de um grau de responsabilidade financeira. Sei que nenhuma equipe propõe uma liberdade financeira integral; todos nós representamos grandes companhias, e a situação econômica não é apropriada para se gastar muito dinheiro. A única discussão é sobre como fazer isso, qual é mecanismo correto”, declarou Fry.

Os membros da Fota deverão se reunir até o fim desta semana para tratarem das inscrições para 2010, cujo prazo acaba sexta-feira. Mas tudo depende da resposta da FIA à carta.

fonte: uol