Fiat Punto T-Jet

Modelo é equipado com motor 1.4 16V turbo de 152 cavalos.
Esportivo é vendido em quatro cores com preço inicial de R$ 59,5 mil.
A Fiat apresentou nesta quinta-feira (5), em Belo Horizonte, a versão verdadeiramente esportiva do seu hatch médio, o Punto T-Jet. A maior novidade é o motor Fire 1.4 16V turbo de 152 cavalos de potência e 21,1 kgfm de torque, que entrega ao modelo um desempenho condizente com o belo design esportivo inspirado nas míticas Maserati de competição.
Com detalhes estéticos exclusivos e apenas quatro cores (branco, amarelo, vermelho e preto), o Punto T-Jet vai, segundo a montadora, de 0 a 100 km/h em apenas 8,4 segundos e atinge velocidade máxima de 203 km/h. O G1 andou no modelo que tem preço inicial de R$ 59,5 mil e concorre diretamente com o novo Vectra GT, Ford Focus, VW Golf, Peugeot 307 e Citroën C4 VT-R.
Com a chegada do Punto T-Jet a Fiat reforça sua liderança entre as montadoras nacionais que lançaram modelos turboalimentados movidos a gasolina. Foi a pioneira em 1993, com a chegada do Uno Turbo. Depois vieram o Tempra Turbo (1994), o Marea Turbo (1999) e o Linea T-Jet (2008). Eles não se tornaram, necessariamente, sucesso de público, mas sempre cativaram os motoristas que tiveram o prazer de acelerar qualquer um deles.
Com respostas rápidas e muita estabilidade, o Punto T-Jet proporciona uma condução com pitadas de um tempero que só os motores sobrealimentados são capazes de entregar. Mas não pense que o carro é arisco e difícil de guiar, muito pelo contrário. Nas arrancadas, os giros do motor sobem rápido, porém, de forma suave e progressiva. Não há trancos quando o turbo é acionado e o acionamento da direção e pedais são suaves.
O câmbio tem engates curtos e precisos, mostrando que a montadora sanou, ao menos nessa linha T-Jet, os históricos problemas com transmissões problemáticas. E mais, o escalonamento encurtado das marchas é um primor e permite que a versatilidade do motor turbo seja aproveitada ao máximo.
A suspensão especialmente calibrada para garantir maior estabilidade completa o conjunto bem equilibrado desse esportivo. As molas são mais rígidas que as encontradas no Punto HLX (17% menos flexíveis na dianteira e 8% na traseira) e foi instalada uma barra estabilizadora na traseira – além de a dianteira ter ficado 1 mm mais espessa. Tudo para evitar inclinações laterais demasiadas e aumentar a segurança em altas velocidades. Apesar disso, o modelo não se mostrou desconfortável em ruas esburacadas.
Com exceção do modelo pintado na cor preta (mais discreta), os outros três chamam muito a atenção de quem olha o interior. Isso porque, como já havia adotado em um de seus outros esportivos, o Fiat Coupé (importado na década de 90), a montadora pintou parte do painel na mesma cor da carroceria. Essa pintura interna, porém, tem acabamento emborachado e fosco, perfazendo uma agradável combinação com a proposta do carro.
Outro ponto forte dessa versão são os bancos esportivos revestidos parcialmente de couro preto, que envolvem e seguram com propriedade o corpo nas curvas, evitando que o motorista use o volante como alça de apoio para se reequilibrar. O acabamento, infelizmente, segue a linha das outras versões do Punto, ou seja, abusa dos plásticos rígidos, parafusos aparentes, rebarbas nas peças e encaixes imprecisos. Poderia ser bem melhor…
Externamente, o Punto T-Jet tem para-choques e grades dianteiras mais esportivos, faróis com máscara negra e as lanternas traseiras com bordas escuras. Os itens exclusivos continuam nas molduras pretas dos para-lamas, assim como as minissaias laterais. Para completar o visual único, a montadora adotou um aerofólio bicolor na tampa traseira, ponteira do escapamento dupla cromada, luz de direção na cor prata, rodas exclusivas em liga leve de 17 polegadas e adesivos laterais com a sigla traseira “T-Jet”.
Entre os equipamentos de série destacam-se o sistema Blue&Me de conectividade, o air bag duplo frontal, sistema de som Hi-Fi de alto desempenho com subwoofer amplificado exclusivo, rádio CD Player com MP3, ABS com EBD e piloto automático, além, é claro, da direção hidráulica e do ar condicionado.
Como opcionais são oferecidos o ar condicionado automático digital, GPS, teto solar Skydome, airbags laterais e de cortina e sensores de chuva e crepuscular, além do espelho interno eletrocrômico.
Em suma, o Punto T-Jet é a versão mais interessante do hatch médio da Fiat, já que harmoniza o design arrojado com um desempenho esportivo real. Isso porque usa um motor moderno e bem construído que, além de andar muito mais, gasta menos que o obsoleto 1.8 usado em alguns modelos da Fiat (inclusive o Punto). Resta saber se o brasileiro irá superar o preconceito contra os carros com motores turbo, que são vistos como modelos de “playboys” e, por isso, apresentam uma desvalorização muito maior que a dos modelos aspirados.