Fibra óptica brasileira pode detectar gasolina batizada

A solução para a gasolina batizada pode estar próxima. Vem aí o que se poderia chamar de a segunda geração das fibras ópticas, invenção que revolucionou as telecomunicações nos últimos 40 anos. Isso porque as novas fibras ópticas deixam de servir apenas como meio de transporte de dados para se tornarem especializadas em diferentes tarefas. Agora elas podem ser usadas como dispositivos de segurança patrimonial (sensores de presença) ou no controle dos alimentos (detectores de salmonela), por exemplo, e também na indústria automobilística. Uma das primeiras aplicações nos automóveis foi desenvolvida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). "A fibra é capaz de identificar o combustível que entra no tanque", diz o professor Carlos Suzuki, responsável pelo projeto.

O sistema serve tanto para medir as proporções de álcool e de gasolina no tanque dos carros flex quanto para identificar combustível adulterado. Segundo o professor, essa tecnologia não tem similar no mundo e já está funcionando em laboratório. Ainda não há data de lançamento definida, pois depende de uma empresa que resolva produzi-lo em série, mas já existem interessados em colocá-la no mercado. Suzuki estima que o custo do sistema hoje encareceria o preço final dos veículo sem, no máximo, 600 reais.

1 – FONTE DE LUZ – Alimentada pela bateria do carro, ela gera um sinal luminoso que percorre o interior do cabo de fibra óptica até o tanque do veículo.

2 – FIBRA ÓPTICA – É um cabo que funciona como via de duas mãos. Ele permite que a luz emitida pela fonte vá até o tanque e, depois, volte refletida. Ele recebe e mede a intensidade da luz que foi refletida no sensor. Essa informação, convertida em uma medida de tensão elétrica, vai para a central eletrônica do carro.

3 – SENSOR – É a peça que entra em contato com o combustível. Na prática, ela separa a fibra óptica do combustível, permitindo que ocorra a reflexão da luz. O combustível é analisado em tempo real, assim que passa pelo sensor.

4 – DETECTOR – Ele recebe e mede a intensidade da luz que foi refletida no sensor. Essa informação, convertida em uma medida de tensão elétrica, vai para a central eletrônica do carro.

5 – CENTRAL ELETRÔNICA – A central do motor (ECU) compara a informação recebida com todos os valores de referência que estão gravados em seu banco de dados e avisa, por meio de uma luz-espia, se o combustível é de boa qualidade. Esse banco de dados pode conter as referências dos combustíveis conhecidos (álcool, gasolina, diesel e biodiesel), mas também dos contaminantes usados na adulteração, como água e solventes.

6 – LUZ-ESPIA – Fica no painel do carro e acende sempre que há alguma anormalidade com o combustível. Alimentada pela bateria do carro, ela gera um sinal luminoso que percorre o interior do cabo de fibra óptica até o tanque do veículo.

fonte: Quatro Rodas