Fórmula 1 muda para privilegiar maior vencedor em 2009

O campeão da Fórmula 1 em 2009 não será necessariamente o piloto que somar mais pontos nas 17 etapas do Mundial. Em uma mudança histórica no regulamento, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) decidiu que, a partir deste ano, o título irá para o piloto com o maior número de vitórias.

Os pontos passarão a ser o primeiro critério de desempate, em caso de dois ou mais competidores alcançarem o mesmo número de primeiros lugares.

A decisão de mudar o sistema que define o campeão foi surpreendente. Esperava-se que na reunião desta terça-feira a FIA aprovasse um novo sistema de pontuação, com 12 pontos para o vencedor das corridas e nove para o segundo colocado.

A ideia da associação das equipes (Fota) era aumentar o valor da vitória, um dos pedidos do público segundo uma pesquisa da entidade. No fim, usando o mesmo argumento, o conselho decidiu por uma única mudança, porém muito mais radical.

Neste novo sistema, a pontuação continua sendo a utilizada desde 2003 – chamada de 10-8-6-5-4-3-2-1. As posições no Mundial de Pilotos seguem sendo decididas pelos pontos, com exceção do primeiro lugar. A disputa de Construtores será mantida no modelo tradicional, sem a prevalência do número de vitórias.

A primeira proposta recente de contemplar o piloto mais vitorioso com o título foi de Bernie Ecclestone, no fim de 2008. O inglês, que detém os direitos comerciais da categoria, sugeriu que a categoria adotasse um quadro de medalhas, com as vitórias – ou medalhas de ouro – definindo o campeão.

Em 2009, os pilotos não receberão medalhas, mas a essência da ideia de Ecclestone foi mantida: quem vencer mais vezes levará o título.

Pelo novo sistema, Felipe Massa seria campeão da temporada de 2008, mesmo tendo ficado um ponto atrás de Lewis Hamilton na classificação final. O brasileiro fechou o ano com seis vitórias, contra cinco do inglês da McLaren. Também de acordo com o novo sistema, o tricampeão Nelson Piquet ficaria sem títulos, e Ayrton Senna teria quatro conquistas.

Fonte: Estadão.