Fuja dos horários de pico no trânsito curitibano

Motoristas que trafegam pelas ruas de Curitiba nos horários de pico, entre 8 e 9 horas, e entre as 17 e 19 horas, muito provavelmente vão cair no trânsito lento, quase parando da região Central. Mas ao contrário do que acontece na grande São Paulo, em Curitiba os congestionamentos ainda são pontuais e a busca por uma solução é relativamente fácil para o motorista. Não são caminhos diferentes e nem o rodízio de carros, mas sim os horários alternativos, insistem as autoridades de trânsito.

A diretora de trânsito da Diretoria de Trânsito da Urbs (Diretran), Rosângela Battistella, aponta a necessidade de fazer um escalonamento de horários na Capital como forma de desanuviar o trânsito nos horários de pico. Como tudo em Curitiba abre e fecha quase no mesmo horário, e as escolas igualmente seguem horários semelhantes — principalmente na saída —, é inevitável que haja uma explosão de carros nas ruas nestes horários.

“Uma das propostas é justamente o escalonamento de horários. Criar um projeto de lei que determine que os ambientes devam abrir e fechar em horários diferentes. Se abrir antes fecha antes, e vice-versa. É uma maneira alternativa de resolver o problema da cidade”, afirma a diretora.
Segundo Rosângela, o rodízio de veículos — defendido por alguns — não é necessário, justamente por ser um problema pontual e aponta o aumento da frota de veículos e a falta da cultura de carona como um dos motivos da deterioração do trânsito curitibano.

Os mais de um milhão de veículos que circulam pelas ruas da Capital o fazem em uma estrutura muito parecida com a de dez anos atrás, quando a frota era amplamente reduzida. Atualmente calcula-se que haja um veículo para cada 1,8 habitante onde, na maioria dos carros, não se vê mais de duas pessoas.
“Quem tem mais liberdade no trabalho poderia negociar chegar um pouco depois e sair mais tarde. Sair dez minutos antes ou depois já faz uma enorme diferença. E quem mora próximo ao outro e está indo ao mesmo lugar, praticar a carona solidária. É possível resolver o problema do trânsito, mas teria de haver uma mudança de hábitos no curitibano”, explica Rosângela.

Em horários de pico, quando os motoristas seguem do trabalho para casa ou vice-versa, a situação combina em milhares de luzes acesas e freios piscando. A Comendador Franco, a Avenida das Torres, conta com dois dos mais movimentados cruzamentos da cidade. Com a Rua Coronel Francisco H. dos Santos, o mais movimentado da cidade, são 6.909 veículos passando por hora entre as 17 e 19 horas.

Normal — Outra diferença com o trânsito paulistano, é que os congestionamentos na Capital paranaense são pontuais e respeitam horários específicos. Fora do horário de pico, o tráfego flui praticamente normal — com uma ou outra exceção. Vale lembrar que Curitiba atualmente é um canteiro de obras espalhadas pela cidade. Obras que acontecem, justamente, para melhorar o trânsito e a mobilidade.

Capanema — O viaduto do Capanema, localizado próximo à rodoviária, é ponto de congestionamento também. Entre as 8 horas e 9h30, por exemplo, do lado da pista que segue em direção ao Centro da cidade, o motorista chega a ficar mais de meia parado no engarrafamento. Em contrapartida, a pista em direção contrária, fica vazia. Mas é só passar das 9h30, que o tráfego começa a fluir normalmente, e assim prossegue até o final da tarde. “Eu acredito que o escalonamento seja a melhor solução para Curitiba e é algo viável, desde que haja um plano de governo futuro”, finaliza a diretora da Diretran, Rosângela Batistela.

Fonte: Bem Paraná