Kasinski chega ao terceiro lugar em produção no Brasil

Que vida boa é a da Honda Moto da Amazônia, não é mesmo? Bem, não exatamente. A líder absoluta do mercado nacional de motocicletas detém ¾ de tudo que é vendido sobre rodas duas rodas e com um motor no quadro.
Mesmo assim, é ela quem mais perde com a chegada recente de novas marcas – que igualmente possuem origem asiática em seus produtos – que estão atraindo uma parcela de clientes que antes eram da japonesa.

A Kasinski é uma dessas marcas novas. Quando surgiu, ainda nas mãos do ilustre Abraham Kasinski, a marca fechou um acordo quase desastroso com a Lifan, que antes dos carros chegou aterrorizando os consumidores de motos ao declarar que peças de Honda e Yamaha serviam em seus produtos. Ou seja, pós-venda nenhum.

Com isso a Kasinski andou pouco e modestamente até a chegada de Cláudio Rosa e sua parceria com a chinesa Zhongshen. A partir daí, a Kasinski sob novo controle assumiu o objetivo de conquistar uma parcela dos clientes da Honda e de outras também.

A empresa investiu em produção e novos lançamentos, destacando-se principalmente em motos de 250 cc. Mesmo sem o marketing forte da Dafra, a Kasinski ocupa hoje o terceiro lugar em produção no país e o quarto em vendas.

Neste ano, a Kasinski já produziu 20.330 motos, representando 2,86% do total nacional. Em vendas, a liderança continua com a idolatrada Honda e seus 80,2% de mercado, seguida da sempre segunda Yamaha com 11,2% e da marketeira Dafra e seus 2,9%. A Kasinski tem 2,3% de participação. Há um ano atrás, a Kasinski tinha apenas 0,5% do mercado, o que representa uma alta de 293,7%!

[Fonte: Jornal da Tarde]