Mulheres dão menos ‘perda total’ nos carros

Se nas ruas as mulheres ainda são perseguidas pela fama de más motoristas, este mito não chega às seguradoras de automóveis. As mulheres já são quase 50% da clientela e, por serem consideradas mais cautelosas na hora de dirigir, podem pagar um pouco menos no valor total do seguro. E apesar de também causarem acidentes de trânsito, são as colisões envolvendo homens que terminam com mais freqüência em perda total do veículo.
Segundo o gerente de seguro de automóvel da Porto Seguro Seguros, Marcelo Sebastião, a mulher bate o carro com menos intensidade do que o homem. "Homens são geralmente mais ousados e têm dirigibilidade com velocidade mais elevada, causando perdas totais por colisão. Já a mulher trabalha muito mais com a prevenção do que com a reação."

O diretor executivo de automóveis da AGF Seguros, Marcelo Goldman, explica que as mulheres também são mais cuidadosas ao volante. "As mulheres batem com menos freqüência e os acidentes têm intensidade menor também. Isso porque elas andam mais devagar, bebem menos – o que contribui muito para a ocorrência de acidentes – e geralmente têm mais zêlo. Com isso, os danos médios dos acidentes envolvendo mulheres são menores."

O cuidado com o carro é detectado nas mulheres também na hora de estacionar. "A mulher costuma deixar o carro mais em estacionamentos do que na rua, diferentemente do homem. E quando param na rua, procuram lugares mais movimentos, com mais luz", diz Sebastião, da Porto Seguro.
As seguradoras consideram também que, apesar do grande número de mulheres ao volante nas ruas, elas ainda estão menos expostas aos riscos do que os homens. "A exposição da mulher é menor, pois elas dirigem menos tempo que os homens. Enquanto é jovem, muitas só guiam quando pegam o carro emprestado do pai ou do namorado. Depois de adultas, mesmo que elas tenham carro, muitas vezes ele fica na garagem", explica Goldman.
A falsa idéia de que as mulheres cometem mais ‘barbeiragens’ do que os homens também já chegou ao universo da etiqueta. No livro ‘Alô, chics!’, a consultora de moda e estilo Gloria Kalil aconselha os homens a tomarem cuidado antes de chamarem de Dona Maria a pessoa que fizer uma bobagem no trânsito, pois – muitas vezes – ela é um homem.

"(…) mulheres causam muito menos acidentes de trânsito do que homens, levam muito menos multa e quase nunca se envolvem em trombadas fatais. A fama de barbeiras é injusta e antiga. Vem do tempo em que poucas eram as famílias que dispunham de mais do que um veículo, e que só os homens guiavam. Hoje, mulheres passam o dia no carro "chofeirando" a família, dirigem táxis, caminhões e estão tão acostumadas com essa máquina como com as de lavar, com os computadores ou telefones."

Fonte site G1