Renault Mégane Grand Tour: Análise

Se a Renault havia acertado em cheio na fabricação do Mégane, apesar das vendas baixas do sedã, o lançamento do Mégane Grand Tour foi mais um tiro certo para tentar crescer e conseguir lucros no Brasil. O carro é bonito e bem acabado. Por dentro sobra espaço, apesar de não ser tão alto, e o motor é potente, principalmente o 2.0 com seis marchas. É um carro confortável e gostoso de dirigir, apesar de pecar um pouco na vedação acústica. O barulho externo, em alta velocidade, chega a incomodar um pouco.

O carro veio para ganhar espaço, mesmo estando em um segmento que representa apenas 4% do mercado. A briga será boa com os concorrentes Fielder, perua Marea e perua 307. A expectativa da Renault é vender 5.200 unidades no próximo ano, mostrando que este nicho poderá ter um crescimento, já que ele quase não existia em 2004, aparecendo no mercado depois do surgimento da Fielder.

A Renault acredita que o segmento de peruas não tem um grande volume de vendas porque não há opções, diferentemente do mercado de sedãs, por exemplo. Os números mostram que, quando começaram a surgir alternativas de peruas e de sedãs, os consumidores migraram para estes dois tipos de carrocerias, deixando os hatchs e os monovolumes. Se as contas da montadora francesa estiverem certas, em 2007 a marca deverá ter 33% do mercado de peruas.

O carro tem tudo para conquistar o que deseja a montadora, principalmente porque vem de uma família já aprovada e que não vendeu mais por problemas de estratégia e posicionamento, como reconhece a própria Renault. Depois de ficar um mês sem fabricar o Mégane sedã, o carro voltou com uma nova campanha publicitária e força renovada. O resultado é que as vendas vêm crescendo mês a mês, com expectativas de fechar dezembro perto de mil unidades. Feito plenamente possível, já que, segundo dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), o carro fechou outubro com 727 carros comercializados.

Um outro problema que a Renault garante que resolveu é quanto à fama de ter altos custos de manutenção. Dados do (Cesvi) Centro de Experimentação e Segurança Viária apresentados pela montadora no lançamento do Mégane Grand Tour mostram que o carro tem o menor custo de reposição de peças em caso de uma batida frontal, comparando-se com os seus concorrentes. Quanto à fama, a montadora garante que isso é coisa do passado e que quem tem um Renault está satisfeito com os preços de manutenção.

O Grand Tour teve seu tanque aumentado, passando para 60 litros, e vem com muitos equipamentos de série. Só não deu para entender porque a Renault não colocou som com MP3. Só tem CD. Se quiser MP3 é preciso comprar na concessionária. O seu grau de nacionalização é de 60% e ele é apresentado apenas na versão Dynamique, como motores 1.6 flex e 2.0 a gasolina, todos com 16 válvulas. No caso do motor 2.0, o consumidor terá a opção do câmbio automático. O preço é competitivo, mas se o comprador quiser três anos de garantia, terá que desembolsar mais R$ 990,00 para ter a cobertura do terceiro ano.

O 1.6 vai custar R$ 63.490,00, o 2.0 com câmbio manual sairá por R$ 66.490,00, e o com câmbio automático vai para R$ 70.490,00. Se o consumidor quiser pintura metálica, terá de gastar mais R$ 850,00. A bandeja para seis CDs pode ser incluída, a um custo de R$ 1 mil.

Itens de série

Air bags do motorista e passageiro adaptativos
Alarme perimétrico
Antena curta no teto
Ar condicionado
Banco do motorista regulável em altura
Banco traseiro rebatível – 1/3 2/3
Bloqueio de ignição por transponder
Chave cartão Renault (VSC)
Computador de bordo
Desembaçador no vidro traseiro
Direção elétrica com assistência variável
Faróis de neblina
Indicador de temperatura externa
Lanternas traseiras de neblina
Painel de instrumentos (velocímetro e conta-giros)
Porta luvas c/ capacidade de 17 litros, refrigerado
Rádio CD Player e comando satélite na coluna de direção
Regulador / Limitador de Velocidade
Rodas de liga leve de 16 do tipo Nervastella
Retrovisores externos com regulagem elétrica
Travamento automático das portas a partir de 6 Km/h
Travas elétricas das portas, porta-malas
Vidros elétricos dianteiros e traseiros elétricos
Volante de três raios com regulagem de altura e profundidade

fonte: www.noticiasautomotivas.com.br