USF1 declara interesse em contar com a experiência de Rubens Barrichello

Brasileiro preenche a necessidade de um piloto experiente que a equipe americana teria para se desenvolver nas suas duas primeiras temporadas.
Quando tudo indicava que a carreira de Rubens Barrichello na Fórmula 1 estaria encerrada, eis que surge uma luz no fim do túnel. A chegada da USF1, equipe americana que lançou na última terça-feira seus planos de entrada na categoria, pode dar ao brasileiro a chance de permanecer no “circo” por pelo menos mais dois anos.
Segundo o diretor esportivo da USF1, Peter Windsor, em entrevista ao site “Autosport”, Barrichello preencheria uma necessidade imediata da USF1: um piloto experiente e que se dispusesse a desenvolver o carro nas duas primeiras temporadas.
– Precisamos de um piloto experiente, que possa nos dar o máximo de informações nas duas primeiras temporadas em que estivermos na Fórmula 1. Somos uma equipe nova, que precisa aprender tudo o que puder o mais rápido possível. Hoje não há muitos nomes que se encaixem neste perfil, mas um deles certamente é Rubens Barrichello. Não acho que Jenson Button deseje se dedicar ao máximo sabendo que o melhor que pode conseguir é largar entre o 10º e o 14º lugar – o que seria muito bom para nós. Acho que ele espera mais do que isso para sua carreira, e seria difícil trabalhar com alguém que tivesse essa expectativa.
Para Windsor, o brasileiro reúne as características que a equipe precisa para iniciar seu desenvolvimento na categoria.
– Barrichello seria um nome excelente, já que ele possui muita experiência, e viveu dois anos muito ruins na Honda, o que seria um ótimo ponto de partida para o nosso trabalho. Ele é praticamente o único piloto disponível a possuir os requisitos que precisamos. Na primeira temporada, pelo menos, ele seria fundamental, até mesmo pela nova regra de corte do número de testes que as equipes podem fazer ao longo do ano.
Na visão do dirigente, o brasileiro leva vantagem sobre a americana Danica Patrick justamente pelo que ele pode representar para a equipe em termos de expectativas.
– Não precisamos de um piloto dominante, que chegue à equipe esperando mais do que podemos dar. Ao mesmo tempo, não queremos um piloto que, por inexperiência, renda abaixo do desejado. É uma equação difícil de se resolver.
Sobre a chegada de Danica Patrick, da F-Indy, ou de Kyle Busch, da Nascar, Peter Windsor diz ser tentador levar pilotos consagrados nos EUA para uma equipe americana na Fórmula 1, mas garante que ainda não sabe se os dois teriam interesse em mudar de categoria.
– A idéia de levar Danica ou Kyle para a Fórmula 1 é tentadora. Imaginá-los tendo na F-1 o mesmo sucesso que têm em suas categorias é sensacional. Mas ainda não sabemos se eles têm interesse em mudar de ares e juntar-se a nós. Também não sei se pilotos com tanto sucesso nas pistas americanas estariam dispostos a passar uma ou duas temporadas longe da briga por resultados expressivos. Sem dúvida eles possuem muito apelo de mídia, mas ainda não estou convencido se esta seria a solução ideal para nós neste momento. A verdade é que primeiro temos que aprender a andar para, só depois, correr.
Fonte: globo esporte