Veja os prós e contras do financiamento para compra de um carro

No crédito ao consumidor incide a cobrança de taxa do IOF.
No leasing, carro fica no nome do banco até ser quitado.

Mais da metade das compras de carros nos primeiros três meses do ano foi feita a prazo. Mas, na hora de fechar o negócio, é importante pesquisar a melhor forma de financiamento.

Do início do ano até hoje as taxas de juros cobradas nos financiamentos de veículos caíram 7%, em média. As condições de financiamento também estão melhorando. Mas para fazer uma boa compra, é preciso analisar bem qual opção de empréstimo é a mais adequada para o bolso. Dependendo da modalidade, há vantagens e desvantagens.

Uma opção é o leasing. O carro fica no nome do banco até ser quitado. Não é cobrado o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o que diminui o custo. Mas o leasing só vale para prazos acima de dois anos. Quem quiser antecipar as parcelas paga o IOF com multa e juros. Ou seja, só vale a pena para quem não tem perspectiva de receber um dinheirinho extra e usar para abater a dívida.

“Se aquele consumidor específico desejar uma operação inferior a 24 meses ele deveria fazer o CDC (Crédito direto ao consumidor) e não leasing”, explica Luiz Montenegro, presidente da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef).

No CDC não há restrição de prazo e as parcelas podem ser antecipadas sem multa. O carro sai da concessionária no nome do dono. Mas, nessa operação, incide o IOF, o que aumenta o valor da prestação.

Por exemplo: no caso de um carro de R$ 20 mil, a ser financiado em 60 vezes, com a mesma taxa no CDC a parcela sairia por R$ 534. Já no leasing, este valor cairia para R$ 524. Isso dá uma diferença de R$ 10 por mês ou R$ 600 no fim do pagamento.

As taxas, porém, variam muito de banco para banco. Mesmo com o desconto do IOF, às vezes o leasing pode sair mais caro.

“Da mesma forma que o consumidor pesquisa aquele bem que ele quer comprar, ele precisa pesquisar também as diversas formas de financiamento e optar sempre por aquela que for mais barata”, acrescenta Montenegro.