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Saiba como acabar com os barulhos indesejados no seu carro

Dr. SóCarrão: Tratamento Acústico Veicular pode solucionar o problema. Veja as dicas. 

 

Ah, os barulhos… Tem gente que não liga, mas há aqueles que não conseguem ignorar a “batedeira” que muitos veículos apresentam. Pensando em melhorar a qualidade dos carros e desestressar os proprietários, há quem se especialize neste tipo de serviço, como é o caso de Marcio Adriano Meissner. Foi um simples barulhinho chato que mudou o rumo de sua vida. A primeira “cobaia” foi seu antigo Gol.

“Uma coisa que eu nunca gostei foi de barulho no carro. Eu achava que dava para melhorar muito, deixa-lo mais silencioso. Colocava mais material dentro dele e o carro era extremamente silencioso. Andava a 120 km por hora viajando, mas parecia que eu estava a 80”, conta. De economista e “mecânico informal” virou especialista no ramo, Meissner passou a dar aulas de mecânica no Senai, depois foi funcionário da Chrysler, até que decidiu montar a 100Ruído, empresa especializada em tratamento acústico automotivo em Curitiba.

“À medida que fui fazendo, começou a procura. Um amigo queria, outro também… Acabei saindo de um emprego que tinha e decidi abrir uma empresa nesse ramo para melhorar o tratamento acústico do carro”, relembra. E a ideia deu certo. Há oito anos o estabelecimento está de portas abertas. Meissner garante: “Transforma o carro, deixa- o muito mais gostoso de dirigir”.

 

Versão de entrada ou completo: quem é mais barulhento?

O turismólogo Welinton Lima é proprietário de um Gol G4. Apesar de ser mais básico, é mais para silencioso, mas para ele, este não é um dos fatores decisivos antes de fechar negócio: “Levo isso em conta, mas não é um dos itens principais que considero ao comprar. Acho que depende do modelo para fazer ou não barulho, mas a tendência é de o novo fazer menos que o usado, mesmo sendo básico”, comenta.

Mas nem todo mundo pensa assim. Meissner explica que muitas vezes os proprietários acabam colocando a culpa da barulheira justamente nos modelos mais simples, achando que isso não tem jeito. “A pessoa diz: eu comprei o Gol e ele é barulhento por que é o básico. É mentira. A gente pode pegar um básico e deixar ele mais silencioso até do que um Golf. É só por mais material de tratamento acústico”. Para o profissional, a diferença de preço entre os modelos é justificada por esse fato, além de ter mais tecnologia.

 

Consertar os “grilos” ou fazer tratamento acústico?

O militar Ary Kertcher tem em sua garagem um Peugeot 308. Ele conta que por ser um veículo recém adquirido não possui muitos ruídos, mas que vez ou outra há vibrações em algumas partes plásticas do veículo. Apesar de se incomodar bem pouco com isso, não descarta a possibilidade de retirar os barulhos. Já no caso do designer Érus Ferreira, dono de um Polo Hatch 1.6, solucionar isso deixou de ser um detalhe e passou a ser uma necessidade.

“O barulho repetitivo incomoda muito, principalmente por que eu passo aproximadamente 1h30 dentro dele, entre ida e volta ao trabalho, diariamente. O problema era o desgaste dos batentes dos amortecedores traseiros e quebra da coifa. Isso tudo causado por más condições, buracos e remendos das vias”. A decisão tomada então foi a de fazer a retirada dos ruídos e ele afirma que na época gastou em torno de R$120 e agora sim o carro está em dia.

 Porém, o que muitos não sabem é que há diferença entre somente fazer a retirada desses sons irritantes e melhorar a acústica do veículo.  Marcio Meissner, dono da 100Ruído, comenta que é muito comum chegarem clientes pedindo para retirar somente “os cricris” e usam o termo “tratamento acústico” para explicarem o que desejam.

 “Tirar barulho é uma coisa, fazer tratamento é muito maior e mais profundo. Como é um termo técnico, normalmente as pessoas não entendem bem. Eu faço os dois serviços. Se a pessoa falar “só me incomoda esse grilinho que faz na porta”, vou lá, desmonto e vejo o que precisa fazer. Tem algumas técnicas para identificar de onde vem o barulho e esse acaba sendo um dos segredos do trabalho. Muitas ele se espalha pelo carro e a pessoa não tem noção de onde ele está vindo. Então diz que está fazendo barulho na traseira, mas não é. Pode ser na porta por que ele reflete pelo carro inteiro”, explica o especialista.

Diferença que se reflete também no valor dos serviços. Meissner conta que os valores podem variar entre R$50 (para a retirada de ruídos pequenos” e R$7 mil, no caso do serviço de acústica. A justificativa para a diferença está no tipo de serviço prestado. “Coloco mais material de tratamento acústico para o carro ficar mais silencioso, então reduz o barulho do motor, vento, pneus e os de rodagem. Toda fábrica faz isso só que para economizar ela tira esses materiais que ninguém vê, pois ficam escondidos no interior. Quanto mais chique é o modelo, mais silencioso o carro é”.

 

Novo ou Usado: tem diferença?

Apesar do preconceito que muitos têm com os usados, engana-se quem acha que carro zero é garantia de silêncio. Marcio Meissner conta que por sua oficina já passaram carros com quilometragem baixíssima, mas que deixavam o dono à beira de um ataque de nervos. “O carro mais novo que fiz tinha nove quilômetros rodados. O dono saiu da concessionária e veio direto a mim. Era um Fiesta desses modelos novos e ele queria que o carro ficasse mais silencioso, por que o que tinha era uma Mercedes”, lembra.

Novo ou usado, uma série de questões deve ser levada em conta para definir o “páreo”. O especialista explica que detalhes como onde o carro vai rodar, cuidados e a sensibilidade do dono são fatores decisivos para essa questão, já que “cada caso, é um caso”. Mas será que os veículos muito expostos às ações do tempo tem relação com os ruídos? A resposta de Meissner é sim. “Se ele permanece a noite no sereno, fica geladão. Aí chega pela manhã, o sol esquenta muito rápido as peças, que acabam dilatando, mas isso é normal do carro. Porém, se o carro ficar por muitos anos exposto a essas coisas pode ficar muito pior”.

Já com relação às partes do veículo, painéis e portas são os campões em reclamações, principalmente se o carro já foi “mexido”. “As pessoas procuram instaladoras de som e alarme, e geralmente vão à mais baratinha. Aí instalam tudo de qualquer jeito, enfiam um monte de fio embaixo do painel, prendem de qualquer jeito, e claro que começa a bater tudo e fazer barulho.  Algumas lojas de som daqui de Curitiba instalam bem e não deixam o carro fazendo barulho, mas aí a pessoa fala que é muito caro e vai em outro lugar que é mais barato. Literalmente é “o barato que sai caro”.

Campeões de reclamações, painel e portas são as áreas que mais incomodam os proprietários. Crédito da Imagem: Divulgação.
Campeões de reclamações, painel e portas são as áreas que mais incomodam os proprietários. Crédito da Imagem: Divulgação.

 

Como é feito o tratamento acústico

Para realizar os serviços primeiramente é necessário determinar qual o nível de “silêncio” que o proprietário irá desejar. Ao todo são cinco níveis que vão do mais básico (somente para as portas) ao mais complexo (que vai do assoalho ao teto, literalmente). É um processo grande e o dono da especializada garante: “É muito trabalhoso, dependendo do nível que o cliente quer, a gente chega a desmontar o carro inteiro”.

tratamento acustico
Processo de Tratamento Acústico. Crédito da Imagem: 100Ruído.

Feito isso, os profissionais fazem a colocação de uma quantidade bem maior de material destinado a esse fim, já que o que vem de fábrica na maior parte dos casos é bem pequena. Meissner relata que em alguns casos os ruídos das rodas caem em até 70% e que depois que o carro está montado, olhando por fora ninguém vê que ele tem “algo a mais”, mas o proprietário nota a diferença na hora de dirigir.

 

Como evitar a produção de barulhos excessivos no carro? Confira as dicas do especialista:

Modificações no veículo: “Evite colocar bancos de couro, teto solar e afins. Se o carro já veio montado desse jeito tudo bem. Quanto mais original de fábrica e quanto menos mexer nele, é melhor. Veio com isso deixa, não veio? Não põe”.

 Carros rebaixados: “Se fizer um bom serviço, ele ficará bom. É a mesma coisa que por acessórios no carro. Se você procura um lugar bom, com um bom trabalho, você não se incomodará. Agora se a pessoa vai ao mais barato que tiver, acaba dando problema e na parte de rebaixar é a mesma coisa. Tem que escolher bem quem vai mexer no veículo”.

 “Mecânicos de fim de semana”: “Tome cuidado, seja bastante crítico, analise no que vai mexer. É assim que se começa, assim como foi comigo. Fui aprendendo, desmontando, gostava disso. Se a pessoa vai desmontar é importante que tenha pelo menos as ferramentas certas e de boa qualidade. Vá a uma loja de autopeças, específica, e compre instrumentos bons, não uma no supermercado para desmontar o carro dele com aquelas “ferramentinhas”. Vai acabar se machucando, estragando o carro e conseguirá um bom resultado final. Sendo criterioso e tomando cuidado antes de desmontar a coisa, a pessoa consegue se divertir bastante e reduzir os ruídos. O carro é melhorável”, finaliza.

Serviço:

Quem desejar mais informações sobre Tratamento Acústico Veicular pode entrar em contato com Marcio Meissner através do e-mail (marcio@100ruido.com.br), através do telefone (41 3079-3991) ou pelo site da 100Ruído (www.100ruido.com.br).

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