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Sobre duas rodas: saiba como fazer a manutenção da sua moto da maneira correta

Evite erros e possíveis problemas com as dicas do Dr. SóCarrão.

 

Por muitas vezes ser um veículo econômico e mais em conta que os outros, muita gente se preocupa só em “rodar” e se esquece de fazer manutenções. Mas saiba que mesmo as mais potentes necessitam e muito estar com tudo em dia, até mesmo para a segurança de quem vai à garupa. Por isso, listamos os principais erros que os “pilotos” cometem antes de “botar o pé na estrada” e as soluções para fazer você mesmo a conservação em casa.

Não completar a água da bateria

Um dos grandes erros dos proprietários é achar que bateria de moto não precisa de água. Pelo contrário! Exceto em alguns modelos, muitas não tem selamento e necessitam que se complete o nível esporadicamente. Se você reparar, na lateral há um marcador, assim como nos carros, com as inscrições “mínimo” e “máximo”. Para fazer a manutenção o correto é desligar os polos começando pelo negativo e completar com água destilada (vendida em postos de gasolina).

JAMAIS use água da torneira, pois ela enferruja as peças metálicas que compõe a bateria. Feito esse processo, aproveite para limpar os polos e religue o positivo primeiro. Outra dica importante é que se você for morador de regiões muito quentes ou se a sua moto passa muito tempo sob o sol, faça com mais frequência esse procedimento.

Usar o produto correto auxilia na conservação dos componentes. Crédito da Imagem: Divulgação.
Usar o produto correto auxilia na conservação dos componentes. Crédito da Imagem: Divulgação.

Não verificar o óleo do motor

Em qualquer veículo a falta de lubrificação pode causar danos que muitas vezes custam caro para consertar depois. Uma boa prevenção é verificar o óleo regularmente, além de utilizar uma boa marca. É o óleo o responsável por evitar desgaste nos anéis, cilindros, reduz o atrito no câmbio e ajuda a baixar e resfriar a temperatura do motor. Siga sempre as instruções do manual do proprietário e obedeça os prazos estabelecidos pelo fabricante.

Caso não o tenha mais por algum motivo, cheque cuidadosamente o nível a cada mil quilômetros rodados, aguardando no máximo cinco minutos depois de usá-la e leve para uma área plana. Se for necessário peça ajuda a alguém por que muitos modelos exigem que ela esteja “reta” (sem estar inclinada sobre o descanso lateral). Feito isso siga o mesmo processo de verificação feito em carros (retire a tampa do compartimento, puxe a vareta, limpe e insira novamente). Lembre-se: o ideal é que o óleo esteja sempre entre as marcas de “mínimo” e “máximo”, nem mais e nem menos que isso. Utilize sempre o óleo com a viscosidade exigida pelo fabricante da sua moto!

Óleo deve estar entre as marcas de medição. Crédito da Imagem: RM Racing Motocross.
Óleo deve estar entre as marcas de medição. Crédito da Imagem: RM Racing Motocross.

Andar com pneus “carecas” ou mal calibrados

Pneus são responsáveis por grande parte da segurança de quem dirige ou pilota, nesse caso. Se mal conservados eles podem se tornar os grandes vilãos, principalmente em pistas molhadas ou cheias de óleo. Por isso é super importante checar com frequência a calibragem, sempre com os pneus frios. Se você rodar demais, o ar que está no interior se aquece e o leitor poderá ler uma pressão maior, ou seja, você não vai conseguir encher os pneus com a quantia certa. Mas qual o valor certo? Simples: a indicada pelo fabricante. Cada modelo tem uma necessidade específica, por isso é importante ter sempre o manual em mãos.

Agora, quanto à troca, esta deve ser feita de acordo com o uso ou a cada cinco anos. Fique de olho também na data de fabricação presente na lateral dos pneus. A sequência contém quatro algarismos, por exemplo: 0512 (05 – quinta semana / 12- ano). Outra dica legal é observar os sulcos através da inscrição TWI (que indica o desgaste do pneu). Através dessa inscrição é possível saber se é ou não a hora de ir até o borracheiro fazer a troca, pois ali há pequenas marcas. Caso a banda chegue até esse limite, troque os pneus.

Proprietário deve ficar atento aos sulcos dos pneus. Crédito da Imagem: Divulgação.
Proprietário deve ficar atento aos sulcos dos pneus. Crédito da Imagem: Divulgação.

Rodar com as pastilhas de freio gastas

Falta de freio = acidente na certa. Observe a posição das pastilhas (sistema de frenagem a disco), se elas estiverem de frente para as rodas, faça a troca o quanto antes. Nada de deixar a espessura menor que um milímetro de espessura e verifique a cada mil quilômetros rodados. Lembre-se, as pastilhas são formadas por uma base de metal e outros componentes que garantem o funcionamento perfeito do dispositivo. Se a base entrar em contato com o disco certamente vão ocorrer danos e você terá que desembolsar mais comprando um novo. No caso dos a tambor o ideal é ajustar conforme o desgaste das sapatas.

Pastilhas de freio: esquerda totalmente gasta e a direita uma em perfeito estado. Crédito da Imagem: Ecocar.
Pastilhas de freio: esquerda totalmente gasta e a direita uma em perfeito estado. Crédito da Imagem: Ecocar.

Não dar manutenção aos cabos, corrente e vela de ignição

Se os cabos se quebrarem, duas opções: ou você poderá sofrer acidentes (que não queremos que aconteça) ou na “melhor” das piores hipóteses, poderá ficar a pé. Com uma verificação bem simples é possível saber o estado de conservação deles: para ver como está a situação do freio e embreagem basta conferir os cabos de aço, que se desfiados devem ser trocados o mais rápido possível. Já no caso do acelerador, somente em uma concessionária ou mecânico autorizado poderão fazer a manutenção.

Já a vela de ignição tem sob sua responsabilidade a geração das faíscas que misturam o ar e o combustível e fazem a sua moto ou carro saírem do lugar. Se a vela estiver gasta você vai sentir no bolso: o gasto com combustível irá aumentar de forma considerável, além de poluir muito mais. É importante verifica-las a cada três mil quilômetros e se for substituída deve passar por ajustes. Não menos importante que os dois itens citados neste tópico está a corrente, que em caso de perda de lubrificação pode acabar ressecando ou ficando folgada, correndo o risco de se soltar durante a rodagem.

Por isso, fique de olho e sempre use óleo SAE 80-90 em toda sua extensão (com o auxílio de um pincel). Através deste procedimento você irá evitar o desgaste da coroa, do pinhão e é claro, da própria corrente, aumenta suas durações. Se você for daqueles que não saem de cima da moto, faça esse procedimento a cada 500 km rodados. Vale prestar atenção também na folga da corrente que deve estar de acordo com o indicado no manual (geralmente entre 1,5 e 2 centímetros), checando a cada mil quilômetros. Nunca aperte demais, pois isso pode arrebentá-la.

Apertar demais a corrente pode acabar arrebentando-a. Siga sempre as intruções do fabricante. Crédito da Imagem: Divulgação.
Apertar demais a corrente pode acabar arrebentando-a. Siga sempre as intruções do fabricante. Crédito da Imagem: Divulgação.

Não higienizar o filtro de ar

Sim, a sua moto também possui esse filtro e necessita de limpeza periódica. Apesar de que em alguns modelos de motocicletas o filtro é descartável, na grande maioria das vezes eles têm componentes de espuma que precisam ser lavados com detergente neutro a cada mil quilômetros, principalmente se na sua região houver muito pó ou terrenos arenosos. Dê uma olhada no manual do proprietário e verifique se há indicação de uso de óleo na espuma (normalmente o indicado para esse material é o SAE 80-90).

Filtro de ar: manutenção deve ser periódica. Crédito da Imagem: Perthstreetbikes.
Filtro de ar: manutenção deve ser periódica. Crédito da Imagem: Perthstreetbikes.

 

Com essas dicas do Dr. SóCarrão sua moto vai durar bem mais e você irá gastar menos na oficina.

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  • Ótima matéria apresentada no post,Parabéns…

    • Boa Tarde!

      Muito Obrigada! Ficamos felizes com seu contato!