Henry Ford, o gênio do automobilismo

Reconhecido como um dos maiores engenheiros da história, Henry Ford só terminou o ensino fundamental.

O empresário norte-americano Henry Ford nasceu em Dearborn, Michigan, em 1863. Após ter recebido unicamente a educação fundamental, trabalhou para a Michigan Car Company, empresa produtora de vagões ferroviários de Detroit, tornando-se conhecido com bom técnico maquinista. Na década de 1890, chegou a assumir o cargo de engenheiro-chefe na então nascente Edison Illuminating Company, empresa fundada pelo famoso Thomas Edison.

Seu interesse em fabricar carros, contudo, começou cedo. No ano de 1885, aproximadamente, os americanos Benz e Daimler começaram a lançar no mercado os primeiros automóveis. Ford começa a ficar interessado pela invenção e inicia a construção dos seus próprios protótipos, enquanto trabalhava para a Edison. Em 1896 e 1898, termina seus dois primeiros protótipos de “carruagem sem rodas”. No entanto, no seu inicio na área não foi nada fácil e os carros desenvolvidos por ele acabam fracassando, principalmente pelo fato de que Henry não tinha experiência em administrar um negócio.

O resultado negativo continua até o ano de 1903 quando ele cria a Ford Motor Company. A ideia principal desta empresa era a fabricação de carros para a classe média, introduzindo no mercado a era da produção em linha de montagem e consumo de massa, inserindo no setor de automóveis o modelo T. Com a produção massiva deste automóvel, inicia-se a Era do Fordismo, baseada na contenção de despesas de produção. O carro era tão barato que praticamente qualquer americano podia comprar. Foram comercializadas 15 milhões de unidades deste carro, fazendo que Ford se tornasse um dos homens mais ricos do mundo, consolidando a Ford como uma das maiores companhias industriais, status que perdura até hoje.

Fiel sobre as suas ideias sobre a competição e o livre mercado, não tentou monopolizar os seus conhecimentos em termos de organização empresarial, priorizando a democratização de suas ideias. Mesmo porque Ford precisava treinar futuros funcionários e ter uma rede que soubesse distribuir e realizar a manutenção em seus automóveis. Em consequência, não demorou muito tempo para que os primeiros concorrentes começassem a aparecer dentro da indústria. Este número de empresas que cada vez mais buscavam o sucesso foi aumentando e, assim a concorrência surgiu em diversas partes do mundo empregando técnicas de linha de montagem, abrindo uma nova era na história industrial.

Há, no entanto, manchas na biografia de Henry Ford. Embora seu gênio como empresário e inovador, sejam inegáveis, a maneira como tratava seus trabalhadores – reclamava, por exemplo, que quando pedia a seus colaboradores que contratassem um par de braços, eles lhe traziam um homem com cérebro junto – certamente contribuíram para o fortalecimento dos sindicatos que ele combatia. Não obstante, Henry também era anti-semita, algo relativamente comum em seu tempo, mas inegavelmente racista e contra-producente, haja vista a qualidade da educação entre judeus, já alta no final do século XIX. Justamente a educação que, controversamente, Ford tanto valorizava.

Ford faleceu sua cidade natal, no Michigan, no ano de 1947, aos 83 anos, vítima de derrame cerebral.

Henry Ford em seu quadriciclo de 1896. Juntando-se com amigos, não conseguiu sucesso ao vender a carroagem sem carroça

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