Gol 1980, o quadrado da VW

Foi na segunda metade da década de 70 que a Volkswagen decidiu fabricar o Gol para ter um sucessor à altura do Fusca. Esse novo modelo teria que bater de frente com concorrentes como o Chevrolet Chevette e o Fiat 147.

Os veículos da VW, oriundos da sua matriz na Europa, não conseguiam atender as necessidades do mercado nacional. Muito disso devido a situação das estradas brasileiras e também dos hábitos dos seus consumidores. Tudo isso fazia com que o mercado precisasse de um modelo que trouxesse uma plataforma com uma resistência maior.

Um projeto deste tipo começou a ser feito tendo como base a primeira versão do Polo, pelo departamento de engenharia da marca, que ficava na Fábrica II, na Vila Carioca, bairro de São Paulo.

O nome deste projeto foi Gol. A Volkswagen sempre teve na sua história dar nomes aos seus modelos que tenham associação a algum esporte, como é o caso do Polo, Derby e Golf. Nada mais justo do que colocar um nome tendo como base a grande paixão do brasileiro, que é o futebol.

O Gol 1980 

A primeira geração do Gol saiu com um motor 1.3, o chamado Boxer, que veio do Fusca. Ele era carburado com um corpo bem simples e tinha arrefecimento feito a ar. O modelo tinha o apelido de Gol Chaleira, pois o seu propulsor contava com um barulho bem característico.

O Gol 80 tinha as opções de modelo básico ou a L, sendo que o consumidor optava pela versão movida a gasolina ou a álcool. No ano seguinte, em 1981, a VW lança uma versão com motor 1.6, que ainda contava com sistema de arrefecimento a ar. Essa mudança aconteceu devido a inúmeras reclamações de que o propulsor tinha um desempenho muito baixo.

Agora a versão mais básica do Gol contava com o nome de S e a L passou para LS. Na sua parte externa, o carro tinha novos emblemas e novos piscas traseiros que contavam agora com a cor âmbar. Foi apenas na sua versão de 80 que os piscas da parte de trás tinham a cor vermelha.

Em 1982, ano de Mundial de futebol, surgiu o Gol Copa, que apresentava os para-choques nas cores do carro, rodas em liga leve, faróis de neblina e um forro especial para o modelo que fazia alusão a Copa do Mundo daquele ano.

Dois anos depois, em 1984, a Volkswagen lançava a versão BX do Gol. Foi no ano de 1985 que os modelos S e LS contariam com uma nova dianteira e um propulsor com a refrigeração sendo feito a água e um câmbio de 4 ou 5 velocidades.

Um dos modelos de sucesso do Gol foi o GT com motor 1.8 de 99 cavalos. Em 1986, esse propulsor seria alterado para o bloco de Alta Performance o AP-1800.

A grande mudança mesmo na linha aconteceu em 1985, quando o Gol passava a ser vendido com um propulsor com sistema de arrefecimento a água, vindo do Passat. O modelo era comercializado também com itens semelhantes ao do Voyage, como a grade, faróis, para-choques e lanternas dianteiras. O estepe do carro, que anteriormente ficava em um compartimento perto ao seu motor, agora se encontrava no porta-malas.

Em 1987 ocorreu a primeira grande reestilização desta geração do Gol. Ele começou a ser vendido com uma frente ligeiramente mais baixa e com um novo desenho de seu capô, além de nova grade, faróis, para-choques, entre outros itens que tiveram uma remodelagem.

O Gol foi o primeiro modelo, e até agora o único, veículo brasileiro que passa das 5 milhões de unidades fabricadas até os dias de hoje. Em fevereiro de 2009, o Gol passou o Fusca em termos de vendas.

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