Como surgiu a injeção eletrônica?

Há mais de 300 anos é conhecido o funcionamento das máquinas que utilizam combustão interna para gerar movimento. Após muita evolução tecnológica, uma dessas máquinas, o motor de combustão interna denominado ciclo Otto, é considerado a base dos motores utilizados em veículos de pequeno porte fabricados e comercializados no mundo inteiro, utilizando combustíveis leves como álcool, gasolina ou gás natural.

Com a evolução, os motores se tornaram mais complexos, havendo a necessidade de dividi-los em diversos sub-sistemas, sendo um deles o sistema de injeção eletrônico, responsável por levar o ar e o combustível necessários à combustão até a câmara onde ela ocorre, objeto de muitas pesquisas com principais finalidades de controlar emissões de poluentes e melhorar o desempenho dos veículos.

A empresa Robert Bosch relata que a injeção eletrônica foi inventada em 1912 por ela própria e produzida a partir de 1957 nos Estados Unidos pela Chevrolet, mais precisamente no Corvette. Entretanto, em 1937, a injeção direta foi aplicada em motores de aviação e, em 1951, a injeção direta é aplicada nos carros de corrida nas 500 milhas de Indianápolis, nos EUA.

Em 1954, desenvolveu-se um sistema de combustível diretamente no tubo de admissão dos carros de corrida. A própria Bosch teria desenvolvido o primeiro sistema de injeção pulsado com controle eletrônico em 1967, ao qual ela chamou de D-Jetronic, sendo já utilizado pela Volkswagen, Opel, Mercedes-Benz e Volvo. Tal sistema de injeção ainda não era totalmente eletrônico, possuindo grande parte eletromecânica até 1979, quando iniciou-se a aplicação do sistema de injeção Motronic, também produzido pela Bosch, já com controle eletrônico simultâneo de injeção e ignição em uma única unidade de comando.

A partir de então, as pesquisas em torno desse ítem foram intensivadas, não só pelo avanço tecnológico mas também por imposição de órgãos governamentais quanto à necessidade de diminuir as emissões poluentes causadas pela queima de combustíveis automotivos.

Em 1988, o sistema de injeção LE-Jetronic (Bosch) de combustível controlado eletronicamente e sistema EZK para controle de ignição com controle de detonação, foram aplicados inicialmente nos VW GTI e Santana Executivo. Depois, nos veículos Monza MPFI e Kadett GSI da Chevrolet. A partir de 1991 a injeção eletrônica dominou o mercado de automóveis, encerrando a última fábrica de carburadores no Brasil em 1994.

A atual geração de sistema de injeção eletrônica incorpora tecnologia de software baseado em torque. Explicando melhor, ele busca a melhor curva de torque com a maior economia possível, utilizando de informações provenientes de sensores que estão instalados em vários pontos do motor e servem para enviar informações à unidade de comando (como por exemplo, do sensor de temperatura).

Após processadas por esta unidade, interagem nos componentes que atuam no sistema de injeção, variando o volume de combustível que o motor recebe, entrada de ar, corrigindo o ponto de ignição, marcha lenta, etc.

Foto 1: sistema de injeção eletrônica da moto Yamaha FZR. Crédito: FZ Waverunner

Foto 2: pinagem da injeção eletrônica do Honda Civic 2002. Crédito: Chris McClanahan

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