DKW Vemaguet: nove anos de produção no Brasil

Carro era usado por quem gostava de passeios com a família e contou com cinco versões ao longo de sua existência. 

 

As linhas inconfundíveis da mini van surgiram em 1958 quando a deu aval para a produção do carro no Brasil. Ao todo foram nove anos de muita história por aqui e mais de 47 mil unidades produzidas. Tudo começou na verdade em 1956 na Alemanha, terra natal da montadora. Por lá já eram produzidos alguns automóveis com carroceria e jeitão bem parecidos com os daqui, que receberam reestilização no ano seguinte e ganharam novos desenhos e forma de abertura das portas.

Depois disso é que o carro chegou ao país, recebendo então vários toques e peças brasileiras, incluindo o novo motor de 900cm³ (que ganhou mais 100 em 59). Já nos anos 60 as mudanças foram mais drásticas e decisivas para o automóvel. Foi nessa década que a DKV investiu em novas rodas, deixando-o mais cheio de estilo e seguro. Outro fato importante e que não podemos esquecer de contar é que quando surgiu, seu nome original era “DKW Vemag”, nome que mudou em 1961, passando a se chamar Vemaguet, além de ganhar novos para-choques e um belo conjunto novo de calotas.

Nos anúncios, montadora sempre fez alusão de que este era o carro ideal para a família e locomoção ao trabalho. Crédito da Imagem: Divulgação.
Nos anúncios, montadora sempre fez alusão de que este era o carro ideal para a família e locomoção ao trabalho. Crédito da Imagem: Divulgação.

Para atrair ainda mais o público exigente, a fabricante decidiu lançar mais uma versão, desta vez popular e com apenas uma porta traseira com abertura para a esquerda – chegava ao mercado o Caiçara. Outro fator importante é que neste modelo a logo foi ao estilo manuscrito, não para deixar mais sofisticado, mas sim, por que a sede alemã não se interessou em colocar sua marca trabalhada neste que era um veículo tão simplório. Acompanhando o mesmo raciocínio foram lançadas ainda a Fissore e o Lubrimat, carros com peças e fabricação 100% nacionais.

E adivinhe: mudança nas portas novamente. Chegaram desta vez as “suicidas”, apelido que receberam apenas por terem abertura convencional. Apesar do fato de que a montadora já estava próxima do fim, estas duas ainda não foram as derradeiras. Ainda o público pode apreciar os modelos Rio (para prestar homenagem aos 400 anos da cidade) e a Pracinha, substituta da Caiçara. Os carros eram médios, mas até que para a época pode-se considerar que eram velozes, pois atingiam a máxima de 125 km/h. O fim da marca e dos modelos chegou em 1967 quando a Volkswagen assumiu o controle da DKW, que encerrou suas atividades e extinguiu a produção de todos os carros da sede ao fim do ano. Para os admiradores só restaram lembranças e saudades.

Confira a propaganda antiga do carro:

 

Na próxima quinta-feira você vai relembrar a história de mais um ícone da indústria automobilística. Não perca!

 

Deixe uma resposta