Épico e raro: Dodge Charger

 Lançado na década de 60, carro se tornou um mito no meio automotivo. 

 

Lançado em 1966 nos Estados Unidos, o Charger chegou para fazer sucesso e virar lenda dentro do segmento das grandes máquinas: os musclecars. O Dodge Charger tiveram sua carroceria inicialmente baseadas na do Coronet e chegaram ao mercado com cinco versões de motorização senda a mais “básica” equipada com motor 5.2L V8 230cv e a top de linha com um super motor de 7.0L V8 que desempenhava a força de 425 cavalos.

Três anos mais tarde, já em 1969, chegou ao público outra versão do carro, agora com motor V6 3.7L 375cv. O design escolhido para o “novo Charger” era bem chamativo e trabalhado com uma frente bem longa e traseira curta, teto rebaixado, colunas traseiras mais largas e os faróis passaram a ficar escondidos. E por falar em frente, neste ano a grade dianteira foi dividida, tornando-o mais invocado.

Depois dessa boa garibada o carro começou a participar da Nascar, uma das mais famosas e disputadas corridas do automobilismo. O Charger passou novamente por uma transformação, recebendo um enorme aerofólio na traseira, por exemplo. Nas pistas o “dodjão” deixava muita gente boquiaberta com a velocidade que conseguia atingir: 320 km/h, então surgiu a ideia de criar uma linha especial para as ruas que foi produzida e limitada a 505 unidades do modelo.

Modelo fabricado com aerofólio traseiro. Crédito da Imagem: Divulgação.
Modelo fabricado com aerofólio traseiro. Crédito da Imagem: Divulgação.

Tudo ia lindo e maravilhoso até chegar os anos 70. Já no início, em 71 chegou uma nova geração ao mercado, porém a forte crise que o mundo enfrentava por causa do Oriente Médio respingou nos norte-americanos que começaram a dar preferência aos modelos mais econômicos. Foi o início do fim para o Charger nos Estados Unidos. Em 1978 o veículo foi descontinuado e só reapareceu anos mais tarde, bem diferente do modelo clássico da década de 60.

No Brasil

Por aqui o carro foi fabricado até a década de 80 sob a concepção de ser o Charger R/T (nome que ganhou em 1973 no Brasil) com carroceria do Dodge Dart. Assim como no parente distante, o destaque eram as grades frontais diferenciadas, além do teto em vinil que acompanhava as mesmas tonalidades do acabamento interno, em couro. As falsas entradas de ar davam uma cara “malvada” ao bom e velho Charger que vinha equipado também com motor 5.2L de 318 polegadas cúbicas com alta compressão e 215cv. As rodas Magnun e os pneus radiais eram opcionais.

Dodge Charger R/T. Crédito da Imagem: MuscleCar Wallpaper.
Dodge Charger R/T. Crédito da Imagem: MuscleCar Wallpaper.

 

Cinco anos antes de sair do mercado a Chrysler do Brasil complementou o sobrenome do carro, adicionando o LS no final – luxo esporte -. Esse se tornou um modelo raro e muito cobiçado até hoje, principalmente por que foram produzidas apenas 55 unidades do veículo que era exclusividade do Brasil. Em 1978 as rodas de liga de magnésio o deixaram ainda mais escassos, tornando o Charger R/T um mito para os apaixonados por antigos. O fim chegou em 1980 quando as vendas decaíram muito no país devido a chegada do mais novo queridinho do público, o Magnum (que era mais esportivo e luxuoso).

 

Você tem um carrão desse na sua garagem? Envie um e-mail para jornalista@socarrao.com.br e conte sua história. 

Na semana que vem você vai relembrar um carro queridíssimo dos brasileiros, o Passat. Não perca!

 

Deixe uma resposta