Isetta para os íntimos, Romi-Isetta de modo geral. Conheça a história do “italianinho”

Com desenho italiano, o microcarro Isetta começou a ser produzido após a Segunda Guerra Mundial, ficando famoso em diversos outros países como Espanha, Bélgica, França, Brasil, Alemanha e Reino Unido.

Um veículo de baixo custo, que levou em consideração o consumidor da época pós-guerra. Projetado pelo engenheiro aeronáutico Ermenegildo Preti e seu colaborador Pierluigi Raggi, o Isetta foi apresentado em 1953 no salão de Turim pela empresa italiana ISO Automotoveicoli.

O Isetta além das pequenas dimensões possuía características curiosas como porta frontal para facilitar o acesso ao interior do veículo, boa dirigibilidade e ainda uma velocidade máxima de 85 km/h com um consumo de até 25 km com apenas um litro de gasolina, o que para a época se podia dizer que era um desempenho eficiente.

O modelo Romi Isetta 300 de Luxe, fabricado entre 1959 e 1961, era equipado com um motor BMW de quatro tempos, resfriado por turbo ventilador. A potência de 13HP a 5200rpm também era relevante para a época.

Em 1955, a ISO concedeu licença ao fabricante bávaro BMW para a fabricação do BMW-Isetta na Alemanha. A empresa adotou um motor monocilíndrico de produção própria, de 243cc, para equipar o veículo.

No mesmo ano os direitos de produção do Isetta também foram concedidos para a empresa brasileira Indústrias Romi S.A., Lançado em 5 de setembro de 1956, o Romi-Isetta, foi equipado com um motor de dois tempos, sendo considerado o primeiro automóvel de passeio de fato fabricado em território brasileiro.

Para atrair todo tipo de consumidor, surgiram diversas publicidades. Muitas visavam o público feminino, com os dizeres “agora sou livre”, enquanto uma mulher saía de uma gaiola para entrar no Romi-Isetta.

No período de 1956 até 1961, foram fabricadas cerca de três mil unidades no Brasil. Muitos colecionadores ainda possuem o veículo como peça rara.

Mesmo com todas as peculiaridades, o Isetta durou pouco tempo.

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