Cadillac Azul: muita confusão e uma bela mensagem no final

Lançado na década de 90, filme conta a história de três irmãos brigões. Fim do filme é surpreendente.

 

 

Quem é da década de 80 e 90 com certeza vai se lembrar de mais este sucesso da Sessão da Tarde e do Intercine, cujo enredo gira em torno de um Cadillac Azul (Coupe de Ville). Quem curte filmes ao estilo anos 50, com certeza irá gostar deste, já que o cenário foi baseado nessa década, assim como a trilha sonora e todo o resto. Destaque para os carrões antigos que aparecem nas cenas.  A produção é um misto de drama e comédia, e conta a história de três irmãos que não se acertavam muito: Marvin Libner (Daniel Stern), Buddy Libner (Arye Gross) e Robert “Bobby” Libner (Patrick Dempsey). Já nas primeiras cenas é possível ver um pequeno trecho da infância dos jovens que viviam às turras e sempre sobrava para o pai separar.

Dez anos se passam e cada um recebe um telegrama do pai que mora na Flórida, pedindo a cada um deles que levassem o Caddilac até sua casa, um presente para a mãe que faria aniversário naquela semana. O primeiro a ir até onde estava o automóvel foi Marvin, o irmão mais velho e que se tornou sargento da Força Aérea. De repente, Buddy, o irmão do meio aparece. Surpresos, se abraçam e trocam elogios pela “beleza” de ambos, que não se viam há anos. Papo vai, papo vem, Buddy conta a Marvin que teriam que buscar o caçula Bobby em um reformatório para poderem seguir viagem.

 

Aí é que as confusões começam. Bobby mal põe os pés para fora do tal colégio interno e já arruma confusão com o diretor do local. Coisas de adolescente rebelde. Marvin, o mais autoritário entre os três, decide ligar para o pai para saber o que está acontecendo e tentar entender o porquê dessa situação. O pai o torna o responsável por “entregar o pacote” sem nenhum arranhão ou amassado. Ao desligar a ligação os irmãos seguem viagem, brigando feito “cão e gato”. Logo de cara, discutem por causa das músicas que tocavam no rádio. É um verdadeiro “festival de cala a boca”. Terminada a discussão por músicas, começa a por ver quem vai dirigir o carro.

Marvin assume e como gosta de correr, passam por dois policiais que os pedem suborno. Sem dinheiro, mais uma discussão. Detalhe que para tentar fugir dos policiais, o sargento acaba batendo o carro em algumas placas, aumentando ainda mais o prejuízo e desencadeando mais uma briga. Com os ânimos acalmados Marvin, Bobby e Buddy seguem viagem. Marvin resolve dormir no banco traseiro e ficam na boleia Bobby e Buddy – que não tem habilitação -. Bobby também acaba pegando no sono e Buddy se perde na direção (por também acabar dormindo), e o Cadillac vai parar um “banhado”. Mais uma discussão, na qual o mais velho acaba contando que o pai está com uma grave doença, a beira da morte.

A cena em que Marvin bate o carro nas placas e são subornados. Crédito da Imagem: Divulgação.
A cena em que Marvin bate o carro nas placas e são subornados. Crédito da Imagem: Divulgação.

 

Para não desaponta-lo e por medo de levarem uma bela bronca, decidem unir as economias para tentar consertar os estragos – em vão, pois o conserto sairia bem caro -. Porém, Buddy relutava em ajudar por que desejava dar um anel de noivado a Thammy, uma namoradinha da época de faculdade. Aí é que o trio tem a brilhante ideia de ir até a casa da moça e pedir dinheiro emprestado a ela para consertar o veículo. Só não contavam os três que a moça já estava com outro rapaz. Desapontados, vão atrás do “Tio Phill”, com a esperança de emprestarem cerca de 700 dólares, porém descobrem que ele também estava “quebrado” por ser um jogador compulsivo e apostador em corridas de cães.

Aí é que o tio da a ideia de que seus sobrinhos apostem em um cão que correria naquela noite. Marvin e Bobby vão até o local e apostam em “Galã de Prata”, um corredor que nunca havia ganhado nada e que surpreendentemente naquela noite foi o campeão. Enquanto isso, Buddy vai até a cada de Thammy na tentativa de reconquistar a moça. Até rolam algumas coisas por lá, mas de repente chega Rich, o atual namorado e é claro que vem confusão por aí. Marvin e Buddy estão em casa comemorando o prêmio quando chega o irmão do meio todo machucado. Marvin toma as “dores” e vai até Rich, onde brigam.

Passado o stress, os irmãos pegam a estrada e vão em busca de um mecânico para dar um jeito no Cadillac que estava todo amassado e destruído. O responsável se recusa em arrumar no prazo de 24 horas de início, mas volta atrás quando o filho mostra a moeda antiga que Buddy deu a ele. Os irmãos se unem e o reformam, deixando-o novinho novamente e pegam a estrada. Porém, no meio do caminho encontram Rich e um amigo que os cercam e começam a dar marretadas no carro recém reformado. Mais uma briga para contabilizar! Ânimos acalmados mais uma vez, seguem rumo à Flórida pensando que aquele era o antigo carro que a família possuía quando eram crianças.

Chegando ao destino final descobrem que aquele na verdade era outro veículo e o original se encontrava em Oregon com uma tia, e que na verdade o pai adoentado havia armado a situação para passar a mensagem de que “o carro não importa, o que importa é que estão todos reunidos” no almoço de aniversário da mãe. O pai morre no filme, mas fica a bela mensagem aos filhos que seguem à risca os conselhos dele e continuam se reunindo para sempre.

Capa original do filme. Crédito da Imagem: Divulgação.
Capa original do filme. Crédito da Imagem: Divulgação.

 

Apesar de não ter sido um sucesso de bilheteria e ter arrecadado cerca de 750 mil dólares somente, o filme é excelente para quem é fã de autos antigos. Na semana que vem o SóCarrão no Cinema trará mais um clássico das telonas. Não perca!

 

 

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