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Macabre Mobile: o possante da rainha das trevas

Filme unia terror e humor com as loucuras de Elvira, a Rainha das Trevas.

Louca, atrapalhada e sensual – assim podemos definir Elvira, a rainha das trevas que ganhou as telinhas e as “telonas” nas décadas de 80 e 90 -. Tudo começou com uma série de tv norte-americana de terror em que a atriz Cassandra Peterson interpretava a personagem principal. Na verdade, de terror não tinha muita coisa, já que era muito mais engraçado do que aterrorizante.

A bruxa se tornou uma verdadeira febre na época, pois além das produções de tevê, sua imagem estampou várias mercadorias, incluindo revistas de histórias em quadrinhos, calendário e acredite, até máquinas de pinball (que também fizeram sucesso na década). Com isso a personagem foi ganhando cada vez mais espaço e então a produção decidiu consagrar a personagem nas telas do cinema.

Capa original do filme, lançado em 1988. Crédito  da Imagem: Divulgação.
Capa original do filme, lançado em 1988. Crédito da Imagem: Divulgação.

 

O enredo não foge muito do que passava na tv. O clássico da “Sessão da Tarde” conta a história da anfitriã de um falido programa de baixo orçamento sobre filmes de terror. Aí um belo dia descobre que sua tia Morgana havia deixado a ela uma mansão em Fallwell como herança. Porém, a cidade era bem pequena e tinha 1313 habitantes.

https://www.youtube.com/watch?v=MXmcqAmFZ9U

 

Cena da abertura do Testamento:

 Como não estava acostumada com a vida em uma cidade pacata, seu sonho era vender ali e ir para Las Vegas para fazer shows. Outro empecilho para viver na cidadezinha era seu visual que assustava, além de seu comportamento esquisito aos habitantes dali. Aí os problemas começam de verdade, principalmente depois que a implicante Chastity Pariah (Edie McClurg) decide unir forças para manda-la para bem longe.

Mas você acha que só a “carola” atrapalhava a vida de Elvira? Negativo! A sedutora bruxa tinha um tio, Vincent Talbot (William Morgan Sheppard), que se tornou uma verdadeira pedra em seu sapato, já que não herdou nada e queria a todo custo tudo que a sobrinha havia ganhado, principalmente o livro de receitas onde estavam várias bruxarias e que o tornavam extremamente poderoso.

Vincent, tio ardiloso de Elvira. Crédito da Imagem: Divulgação.
Vincent, tio ardiloso de Elvira. Crédito da Imagem: Divulgação.

 

El Gonko, cão herdado da tia de Elvira: aliado contra os vizinhos intrometidos. Crédito da Imagem: Divulgação.
El Gonko/ Gonk, cão herdado da tia de Elvira: aliado contra os vizinhos intrometidos. Crédito da Imagem: Divulgação.

 

 A partir daí, só confusões e muitas risadas garantidas. Uma coisa é certa: apesar da aparência e do figurino, Elvira arrancou muitos suspiros dos adolescentes da década de 90, principalmente quando chegava a épica cena da “dança dos peitos de Elvira”, bem ao finalzinho do filme, quando finalmente realiza seu sonho de fazer shows em Vegas.

O carro

Para acompanhar a “rainha” em suas aventuras no cinema, assim como outros grandes personagens ela também teria que ter um carro a altura, uma marca registrada. Quem ajudou a escolher o modelo foi a própria protagonista do filme. Um dia, passando pela Melrose Avenue, a atriz Cassandra Peterson avistou o Thunderbird 58 preto estacionado e imediatamente pensou que aquele seria o automóvel perfeito para a personagem que interpretava. O detalhe é que aquele era sedan, e para ser ainda mais a cara de Elvira, teria que virar conversível.O macabro automóvel foi personalizado por George Barris, o mesmo que deu cara ao Batmóvel.

Macabre Mobile: o famoso carro de Elvira. Crédito da Imagem: Divulgação.
Macabre Mobile: o famoso carro de Elvira. Crédito da Imagem: Divulgação.

 

Assim que Barris assumiu a produção do carro, o primeiro instrumento utilizado foi uma motosserra para retirar o teto. Depois vieram os acessórios macabros: na grade frontal uma enorme teia de aranha de arame; nas calotas, caveiras; mini caixões no console central e no porta-malas; mãos de esqueleto, emblemas com nariz de morcego, olhos nos para-lamas e um volante com correntes. Claro que não podemos esquecer-nos dos bancos que ganharam veludo de oncinha, típico de uma excêntrica e boa “perua” como era a bruxa.

macabre mobile sócarrão
Ford Thunderbird 1958 sem o capô: adaptação à personagem. Crédito da Imagem: Divulgação.

Cheio de detalhes, carro foi produzido pelo mesmo homem que fez o Batmóvel. Crédito da Imagem: Divulgação.

 

Uma curiosidade: o Ford Thunderbird 1958 que se encontra no Museu Automotivo Petersen é apenas uma réplica baseada no original do filme. Após as filmagens a interprete ganhou de presente o automóvel, que foi vendido mais tarde ao fotógrafo Lynn Goldsmith. O arrependimento bateu e dez anos depois Cassandra o comprou de volta e o mantém bem guardado em sua casa na Califórnia.

 

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