“The Black Beauty”, o carro do Besouro Verde

Cheio de armas e efeitos automóvel roubou a cena no filme.

Famoso nos quadrinhos e na televisão, em 2011 o “Besouro Verde” alçava voos maiores, desta vez na tela dos cinemas mundiais. Mas se engana que o personagem nasceu recentemente e surgiu nas páginas de um gibi. Tudo começou em 1936 quando ia ao ar o primeiro episódio de uma série de rádio que durou até 1952 na Rádio WXYZ, em Detroit, Estados Unidos. Criado por George W Trendle e Frank Striker, o aventureiro era dublado por Al Rodges, que era quem dava voz a ele.

Essa dupla de criadores já era bem famosa por ter criado outro herói dos quadrinhos: Zorro. Na época, tanto um quanto o outro fizeram muito sucesso e assim surgiu a ideia de interligar os dois personagens, que surpreendeu os fãs: tornaram Zorro e Besouro Verde parentes, tio e sobrinho, respectivamente. Porém, na década de 30 ainda não haviam sido lançadas nenhuma das duas revistas, a fama era via ondas de rádio mesmo. Os primeiros quadrinhos surgiram em 1940, ano em que o seriado foi ao ar pela primeira vez.

the-green-hornet
Besouro Verde nos quadrinhos. Crédito da Imagem: Divulgação.
besouro-verde (1)
Besouro Verde e Kato. Crédito da Imagem: Divulgação.

A primeira repaginada na série chegou após um ano do lançamento, em 1941, quando foi ao ar o “The Green Hornet Strikes Again!” que contava com a direção de Ford Beebe e Jhon Rawlings. O ator Warren Hull era quem desempenhava o papel principal.  Em 1966 a série de TV contava com Van Williams como Besouro e Bruce Lee “na pele” de Kato.  O filme mesmo só foi lançado em 2011 e contava com a participação de Seth Rogen, a bela Cameron Dias, Jay Chou, Tom Wilkinson e Christoph Waltz.

Enredo

O filme conta a história de um jovem milionário e livre de responsabilidades que estaria próximo dos 30 anos. Uma noite no meio de suas aventuras noturnas assiste a notícia de que seu pai teria sido encontrado morto de maneira misteriosa e assim, fica sob sua total responsabilidade administrar a fortuna da família, incluindo um renomeado e conceituoso jornal.

Como irresponsabilidade e aventura eram seus codinomes Britt Reid decide ir atrás de seu mordomo Kato e o convence a aprontar verdadeiras loucuras juntos. Kato era descendente de asiáticos e tinha como principais dons as artes marciais e o instinto de “professor Pardal”, justamente por construir verdadeiras máquinas. Nessa aventura é que surge o Besouro Verde. Para quem gosta de dar boas risadas sem perdão a emoção de um bom filme de ação, este é um prato cheio.

Cartaz do filme. Crédito da Imagem: Divulgação.
Cartaz do filme. Crédito da Imagem: Divulgação.

 

 

O carro

Um dos pontos que mais chamam atenção nesta superprodução e que marcam a história do Besouro Verde é o carro – um Chrysler Imperial 1965 dotado de efeitos e armas poderosas. Para fazer o filme foram usados 29 carros, sendo que apenas dois deles saíram inteiros das gravações.

Batizado de “Black Beauty”, o clássico ganhou vários “acessórios básicos” como metralhadoras .30, doze mísseis Stinger que ficavam escondidos na dianteira e traseira do veículo, além do lança-chamas. Um carro bem básico, só que não! Também pudera, pois quem o projetou foi nada mais, nada menos do que o famoso designer para carros cinematográficos Dennis McCarthy.

[easymedia-slider-two med=”25253″]

No ano passado o carrão foi arrematado em um leilão em que os “sortudos” presentes poderiam leva-lo para casa com lances entre 40 e 60 mil dólares. E o carro estava em perfeitas condições, pois além de ser um mito do cinema e dos quadrinhos, “The Black Beauty” foi para seu novo lar com apenas 115 mil quilômetros rodados, bancos em couro e pintura preta original.

Resumindo, o filme não foi aquele sucesso todo que a produção esperava, mas The Black Beaty roubou a cena.

Deixe uma resposta