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DKW Belcar. Pequeno mas confortável!!

O escapamento do DKW exalava um odor típico da queima da mistura de óleo e gasolina. O carro tinha motor dois tempos e tração dianteira.

O primeiro carro foi o DKW. Uma perua que depois passaria a ser conhecida como Vemaguet, inaugurou a fábrica no bairro do Ipiranga, em São Paulo, em 1956.

Em 1958, com 27 cm a mais que o Fusca, o sedan, que mais tarde recebeu o nome Belcar, transportava com relativo conforto seis pessoas, mais bagagem. Logo ganhou um apelido: Deixavê.

Suas portas dianteiras abriam ao contrário (as dobradiças ficavam na parte posterior), no modelo 64 as portas passaram a abrir de modo convencional.

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Naquele mesmo ano, a Vemag lançou o luxuoso Fissori. O motor do DKW tinha 900 cm3 na época do lançamento e passou para 1 000 três anos depois. Com esse motor, em agosto de 1961, o o DKW crava 31,3 segundos no 0 a 100 km/h e batendo nos 124,8 km/h de máxima. Mais do que o espaço e o desempenho, foi o som do motor que virou marca registrada. O escapamento trombeteava um pooo, pó, pó, pó, pó… anunciando a presença de um deles nas cercanias. Sua fama de carro econômico e de fácil manutenção logo se espalhou. E o DKW reinou na praça, como se dizia: era comum os táxis da marca rodarem 24 horas por dia nas mãos de motoristas que se revezavam.

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O motor tinha três pistões, três bobinas e três platinados que exigiam habilidade do mecânico para regular. Um enigmático emblema 3 = 6 procurava disseminar, com excesso de otimismo, a ideia de que com apenas três cilindros ele tinha desempenho de um motor de seis. Ao abastecer, era necessário adicionar 1 litro de óleo dois tempos para cada tanque de 40 litros. Outra singularidade do carro era a chamada roda livre, um mecanismo que, acionado, deixava as rodas girarem livremente quando se tirava o pé do acelerador, economizando combustível. Perfeito se não fossem as longas descidas, quando o carro ficava solto, exigindo mais dos freios. O sedã seguiu por dez anos sem sofrer grandes mudanças. Só em 1967, ano de sua despedida, é que a frente ganhou uma grade com frisos horizontais, no lugar do clássico oval.

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Fonte: Quatro Rodas

 

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