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As aventuras do Fusca “Gemada” e seu dono

#VOCÊNOSÓCARRÃO:  Julio Cesar Glodzienski – CURITIBA/PR.

 

Quatro amigos, um fusca amarelo 1975, 59 cidades e muita história para contar. É assim que se resume a história do jornalista curitibano Julio Cesar Glodzienski, de 24 anos. Aventureiro, sempre quis “botar o pé na estrada” e sair desbravando o Paraná, mas faltavam oportunidades e gente que o acompanhasse nessa importante “missão”.

Foi nos últimos anos de faculdade que a coragem apareceu e junto com ela mais três pessoas que toparam o “desafio” de conhecer diferentes histórias em apenas doze dias, dentro de seu fusquinha. A viagem rendeu até um livro, que foi apresentado como trabalho de conclusão de curso na faculdade.

Apesar do grande amor pelo carro, hoje “Gemada” não está mais com Julio Cesar por “falta de tempo para se dedicar ao carro”, afinal “fusca exige dedicação”. Ele comenta que se desfazer do “Gemada” foi difícil, principalmente por que junto com o carro foi embora o volante que o falecido avô havia dado de presente, mas o conforto vem ao saber que “está com uma boa pessoa”.

Conheça a história de Julio Cesar e seu Fusca:

 “Ah, se meu fusca falasse! Muitos donos de fusca devem pronunciar essa frase, mas com o meu foi diferente, lhes garanto. O Gemada, como apelidei meu até então Volks 1975 Amarelo Imperial, tinha histórias e ficou conhecido pelo estado do Paraná.

 Um carro todo restaurado, carinhosamente cuidado, que rodou aproximadamente três mil quilômetros, em 12 dias de viagem, pelo Paraná todo. Éramos quatro aventureiros, um fusca amarelo e um objetivo: explorar e conhecer as quatro menores cidades do estado, Jardim Olinda, Nova Aliança do Ivaí, Santa Inês e Miraselva, respectivamente.

O resultado foi um livro reportagem chamado “Gemada na Estrada – Recortes do Paraná num Fusca”, que em suas páginas conta a aventura de percorrer 59 cidades, gastar cerca de 300 litros de gasolina e fazer muitas amizades! Sabe, viajar com um fusca é uma experiência única, afinal a identificação que qualquer pessoa tem com a história do carro é comum, além das várias – obviamente – vezes que estragou.

Sem contar as vezes que o emprestei para casamentos de amigos meus, meu maior medo: O fusca estragar na hora em que os noivos embarcassem, mas ele sempre foi muito obediente e segurou as pontas para mim. Meu companheiro de pesca, pequeno, mas me levava por estradas que carros novos não ousam avançar.

 Meu fiel escudeiro sempre me acompanhou no seu mais perfeito estilo único de ser, famoso e conhecido. Meu maior prazer era passear com ele diariamente e ver sorrisos e olhares que atraia. A experiência com o Gemada foi única! Não era apenas um carro, era o Fusca Gemada, o fusca com vontades próprias.”

JULIO CESAR GLODZIENSKI.

Curitiba / PR.

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As fotos são de Arquivo Pessoal cedidas por Julio Cesar Goldzienski.

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  • Marcelo Fernandes

    Realmente o fusca exige dedicação, parabéns ao Julio tive o prazer de conhecê-lo junto a seu pai Cesar Glodziensky pois compartilhamos da mesma Paixão pelo amado besouro. Tenho o meu e sei o quanto de meu coração ele ocupa. Saúde aos amigos e mais sucesso!

  • Fusca é realmente um grande amigo, tenho um com o apelido carinhoso de “sapinho”, dado por uma prima que reside em Londrina, cidade onde adquiri o Fusca ano 1972 na côr verde Guarujá. Esse faz parte do meu acervo de antigos de garagem.

  • A amizade do carro antigo é uma amizade despretenciosa. Quem tem fusca, sempre encontra um novo amigo e nessa prosa sobre fuscas, ninguém esta interessado no que você faz na vida. Minha ligação com os Fuscas, se deu por uma questão de “Nostalgia”. É indiscutível a importância do Fusca na história do automovel. E este patrimônio emocional se reflete hoje para a marca na forma de carinho, simpatia, carisma, confiança e amizade. O Fusca é paixão nacional, onde tem prosa e, quem sabe, até verso.