“ThunderTank”: o Fusca Baja 79 “casamenteiro”

#VOCÊNOSÓCARRÃO: Bruno Piovesam – Curitiba/PR.

 

Se tiver uma frase que se encaixaria bem na história de Bruno Piovesam, essa é “ah se meu Fusca falasse”. Apaixonado por carros, ele conta que quase nasceu dentro de um. Foi por pouco que não. Com o passar dos anos, o gosto por essas máquinas foi crescendo junto com ele, até o dia que ficou sabendo de um Baja 1979 para vender.

Junto com o pai, visitou o Fusca que mais tarde veio a se chamar “ThunderTank” (em homenagem ao carro dos ThunderCats), “Thunder” para os mais chegados. Como parte especial de sua vida, é claro que não poderia deixar de ser quase peça fundamental em um dos dias mais importantes para ele e a esposa Dulce: o casamento. Prepare-se para dar boas risadas com essa história:

 

 “A história do “ThunderTank”, nosso Fusca, inicia antes de eu nascer. Meu pai sempre foi apaixonado por trilhas, e com essa paixão no dia do meu nascimento aconteceu algo inusitado: minha mãe em trabalho de parto e meu pai fazendo trilha! Ela ficou uma arara, mas no fim das contas deu tudo certo. Com o decorrer dos anos, após retornarmos de um tempo morando fora do país, meu primo Alan apresentou para gente o tal do Fusca Baja. Ao ver alguns vídeos no Youtube foi unânime nossa opinião. Iríamos ter um desses. A conversa começou meio na brincadeira, mas com o tempo as coisas começaram a ficar mais sérias.

Sem querer alguns dias depois encontrei em um fórum automotivo, um anúncio de venda de um Fusca Baja. Mostrei para meu pai e na brincadeira fomos lá ver. Foi paixão a primeira vista. O Fusca era do diretor de um hospital de Campina Grande do Sul, dentre alguns carros de sua coleção – o Baja era o terror de sua esposa-. Uniu-se o útil ao agradável, pois ele precisava se desfazer, e nós adquirirmos. Assim ficou fácil a negociação. Depois de fechado o negócio fomos buscar o veículo e nem sabíamos se funcionava, mas o sentimento falou mais alto (por sorte ele funcionava sim, só precisava de alguns ajustes de regulagens pelo tempo que ficou parado).

 Quatro anos se passaram, muitas trilhas e melhorias no veículo vieram, até que nosso grande dia (meu e de minha esposa Dulce) chegou e os destinos se cruzaram. Enquanto organizávamos o casamento começamos a sondar qual seria o carro da noiva. Esse era um ponto MUITO importante, principalmente para mim, noivo, pois sou um apaixonado por carros – um verdadeiro Gearhead -. Sondamos alguns Muscle Cars, inclusive um Galaxie Low Rider que seria nossa cara. No final das contas, com tantas contas, deixamos para segundo plano o carro da noiva, e continuamos a nos preocupar com coisas mais prioritárias.

 Acabamos definindo que ela entraria com um carro moderno, um HB20s que tivemos a oportunidade de conseguir. Porém, na semana do casamento, em conversa com um amigo bem próximo, o Paulo que é Jeepeiro também, me questionou sobre com qual carro EU iria entrar. Até aquele momento estava tão envolvido nos preparativos da noiva que nem me liguei em cuidar desse detalhe sendo tão apaixonado por carros. Em primeiro momento como um bom “fieteiro” que sou, quis entrar com um Palio que estava preparando para correr em TrackDays no Autódromo , mas ele não ficaria pronto a tempo. 

 O Paulo chegou a oferecer uma moto esportiva que tinha, mas não era muito minha cara. Até brinquei que era perigoso no nervosismo derrubar ela na hora da chegada. Pensamos… Pensamos… E bingo: O THUNDERTANK!  Como não havia pensado nisso antes? O carro fazia parte da nossa historia e era nossa cara. Exclusivo! Como sabia que a Noiva não aprovaria uma ideia maluca como essa, resolvi deixar em segredo até o dia do casamento. Lá ela iria descobrir que o Thunder faria parte da nossa cerimônia.  

Chegou o grande dia e levamos o carro até o local do casamento. Alguns amigos mais próximos o viram escondido em meio à mata (o casamento foi ao ar livre) e me questionaram o que o Baja fazia lá. Contei que seria o carro que eu entraria na cerimônia e todos foram unânimes em responder: a Dulce vai te matar! Chegando o grande momento, a noiva já aguardava próxima da chácara e me viu correndo para dentro do mato. Achou estranho, até brincaram com ela que eu estava fugindo… Mal sabia a surpresa que estava por vir.

A cerimônia ocorreu normalmente, a noiva chegou em seu HB20s como o combinado, mas a grande surpresa estava chegando: a hora da saída do cortejo. Enquanto caminhávamos indo embora em direção ao HB20s fui convencendo a noiva a trocar de carro e ir embora de Fusca. Após ouvir um “Bruno você me paga”, ela aceitou a brincadeira. Nem os convidados acreditavam quando ela foi em direção ao fusca que estava estacionado ao lado da cerimônia. O pessoal aplaudia, assobiava e fazia a maior bagunça. Com certeza fez o maior sucesso.

No final das contas, ela cobrou a equipe de filmagem para dar um destaque maior ao carro na edição do material do casamento. Quem diria… Só ela, uma mulher companheira e linda para permitir algo que qualquer outra não permitiria. Por isso que a amo! Assim foi a participação do nosso querido Fusca Baja “ThunderTank” nesse momento tão especial para nossas vidas, e essa história continua.”

BRUNO E DULCE MARA PIOVESAM.

CURITIBA/PR.

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Todas as fotos do casamento são de Gisele Secco e as demais de arquivo pessoal de Bruno Piovesam. 

Participe você também! Mande sua história para jornalista@socarrao.com.br. Toda terça-feira contamos uma diferente!

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