Petrobras poderia baixar preço da gasolina – mas houve aumento

Após as denúncias de corrupção na Petrobras que culminaram com a operação Lava Jato, a estatal brasileira vem passando por diversos tipos de problemas, o que está impactando seu caixa. Apesar disso, a Petrobras poderia reduzir os preços dos combustíveis nas próximas semanas. A medida visaria, principalmente, conter a concorrência de importadores iniciantes, como noticiaram vários veículos de imprensa. Manter o lucro tão alto com os preços da gasolina em território nacional (a gasolina brasileira tem um preço quase 60% maior que no exterior) estimularia a entrada desses novos concorrentes. Mas o governo chegou antes e aumentou o PIS/Cofins/CIDE sobre a gasolina, o que aumentou seu preço em R$ 0,22 (o diesel aumentou R$ 0,15).

O momento era promissor para uma baixa de preços. Essa queda do petróleo é uma das maiores em quatro anos. Em 2015 o preço do mesmo continua ladeira abaixo. Um exemplo disso é o baixo custo do barril, que hoje é negociado por menos de US$ 50. Os valores são os mais baixos em seis anos. Comparado com junho de 2014, o seu pico, o preço do petróleo acumula perda de 60%, pois até então era negociado a US$ 115 o barril. Essa é uma das piores quedas desde o ano de 2008. E havia expectativas quanto à resposta da Petrobras, apesar de a mesma ter vendido combustível abaixo dos valores internacionais nos últimos três anos.

No entanto, a Petrobras já alegou em outras ocasiões que tem uma política de preços que visa proteger o consumidor dos instáveis preços do mercado internacional, o que pode indicar que a estatal não baixará o preço do combustível. Cabe lembrar que, desde 1997, a Petrobras não detém mais o monopólio na importação e prospecção de petróleo no Brasil. No entanto, o setor é altamente regulado, necessita até de licença para cada importação individual e a Petrobras goza de um poder de mercado dominante. Na prática, não há grandes riscos de entrada de concorrentes.

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